30 de mar de 2010

Adiada a entrega do anteprojeto do Plano Diretor, porém manifestação está mantida.

O Plano Diretor Participativo não vai mais ser entregue nesta terça-feira (30/03) na Câmara de Vereadores, conforme prometido pelo Executivo na semana passada. Em contato com o presidente da Câmara de Vereadores, Gean Loureiro, o prefeito Dario Berger disse que decidiu adiar a entrega do documento, por prazo indeterminado, diante de várias manifestações de entidades da sociedade organizada que tem solicitado mais discussões para promover aprimoramentos e definições em vários pontos do projeto, onde há muitas discussões.


Berger vai constituir uma comissão especial para coordenar os trabalhos relacionados ao Plano Diretor diante da nova situação. Esta comissão poderá ter diferentes atribuições, dentre elas a de receber as novas sugestões das entidades e decidir se deve ou não levá-las para discussão em audiências públicas. A mudança de prazos implica, agora, na indefinição de datas para que o Plano Diretor comece a tramitar na Câmara de Vereadores. A perspectiva inicial era de que, se fosse entregue nesta terça-feira, o PD poderia ser votado antes do final do ano.


FONTE: http://www.cmf.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=99&Itemid=130


ATENÇÃO: Mesmo com o adiamento da entrega do anteprojeto do Plano Diretor Participativo, e do cancelamento da sessão na Câmara de Vereadores, as manifestações foram mantidas pelos distritos do Pantano do Sul e da Planicie do Campeche.

Conforme, Raquez Cruz, que participa do Núcleo do Pantano do Sul, "Independente de dúvidas, devemos marcar posição. O intuito é que as comunidades comecem a não ir aos locais, ao invés de, como definido na reunião do Núcleo Gestor Municipal, devemos ir em todos os eventos e nos mobilizarmos cada vez mais, mesmo os eventos cancelados. O que a PMF conta: é que ao ficar mudando de planos com maior freqüência deixará a comunidade cansada e desmobilizada... Esse caminho nós já conhecemos..."

A mobilização marcada para hoje, começa a partir das 18h30, em frente a Câmara de Vereadores.


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26 de mar de 2010

Manifestação pacífica contra a farra do boi

Uma manifestação pacífica contra a farra do boi será promovida no dia 27 de março (sábado) a partir da 15h no Espaço Cultural Angeloni da Beira Mar. A ação educativa, de orientação e esclarecimento, é uma iniciativa da rede Angeloni em parceria com as ongs Organização Bem-Animal (OBA), Instituto É o Bicho, Instituto Ambiental Ecosul e World Society for the Protection of Animals (WSPA).

Com o sugestivo nome “Farra do Boi de Mamão”, o evento terá a presença dos grandes grupos de Boi de Mamão de Florianópolis, típicos do folclore ilhéu e pretende mostrar que a cultura açoriana é mais do que a prática desta ação cruel. Através do folclore e da verdadeira essência da cultura da Ilha dos Açores, a Farra do Boi de Mamão contará com apresentações culturais e distribuição de material educativo e mostra de vídeos educativos.

Não por acaso a iniciativa está sendo promovida nesta época, pois, na quaresma, é comum ver pessoas maltratando bois em prol da cultura açoriana. Segundo os praticantes, o ritual é referente à paixão de Cristo em que o boi faria o papel de Judas; outros ainda dizem que o animal representaria Satanás e maltratando-o livrariam dos pecados as pessoas que praticam essa ação. De acordo com o Supremo Tribunal Federal, desde 1997 a Farra do Boi é crime, mas mesmo assim em muitas localidades do litoral catarinense esta prática é ainda comum.


Boi de mamão


O boi de mamão foi inserido na cultura do Estado através dos açorianos, só que ao contrário da farra do boi, mostra num ato cômico a morte e a ressurreição do boi. Pessoas se vestem com as fantasias do boi e dos outros personagens. Principais personagens: o boi, o proprietário do boi, a bernúncia e seu filhote, a maricota, o doutor, a viúva, o cavalinho, os outros bois e os corvos.

Paralelo a este evento, a artista plástica Janet Euston, premiada internacionalmente, fará no local a exposição “Bois do Brasil”, com telas que retratam o convívio do homem com estes animais e toda a dinâmica do folclore brasileiro que envolve o boi.


Data: 27 de março

Horário: A partir das 15h.

Espaço Cultural Angeloni , Beira Mar: Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.288– Agronômica – Florianópolis

Fone (48) 3333-1777



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25 de mar de 2010

Convite para Reunião Inter-Universitária do Plano Diretor Participativo de Florianópolis

Um esforço de assessoria acadêmica e técnica às comunidades e distritos
A todos os universitários e universitárias da UFSC, UDESC e demais universidades da grande Florianópolis,


Dia 17/03, quarta-feira passada, no TAC, às 18:30 horas, foi marcada pela Prefeitura Municipal de Florianópolis uma Audiência Pública, de caráter consultivo e não deliberativo, que, por pressão das associações comunitárias, representantes dos distritos de Florianópolis, movimentos sociais, entidades profissionais e acadêmicas, foi suspensa, sendo ocupado o local por uma ampla assembléia popular, na qual, depois de muitas falas de protesto e análise do processo não participativo do plano diretor, elaborou-se um abaixo-assinado a ser encaminhado à Prefeitura, Câmara dos Vereadores, Ministérios Públicos e à população em geral, com amplo apoio das entidades sócio-comunitárias presentes, entidades profissionais e representantes de movimentos sociais e acadêmicos. Neste documento, exige-se a imediata sustação e não entrega do anteprojeto de lei do PD e abertura de um amplo processo participativo do PD.

Aproveitando aquele momento em que havia significativa participação de universitários, chamou-se todos os universitários presentes a uma ampla participação da comunidade universitária, para que, em um processo de discussão acadêmica e técnica do Plano Diretor Participativo, possamos dar a nossa contribuição à população de Florianópolis, movimentos sociais e setores profissionais, particularmente o IAB-SC (Instituto dos Arquitetos do Brasil), OAB-SC, conselhos profissionais ligados aos assistentes sociais, geógrafos, sociólogos, assistentes sociais e outros, que hoje lutam contra a farsa do plano diretor da prefeitura.

Neste sentido, ficou definida uma reunião com as comunidades universitárias da UFSC, UDESC e demais universidades da grande Florianópolis, a realizar-se no dia 25.03, quinta-feira, às 19hs, no Auditório da Arquitetura, com a seguinte pauta:

- Formas de assessoramento técnico e acadêmico para elaboração do plano diretor junto às comunidades de Florianópolis;

- Discussão e apreciação de criação de um Comitê Inter-Universitário de assessoramento do PDP.

Chamamos, portanto, a todos os universitários para esta mobilização de efetivo apoio, estudo e proposição para a cidade, cumprindo nossa função pública.

Pela imediata sustação e não entrega à Câmara Municipal do anteprojeto de lei da Prefeitura de Florianópolis com a abertura de um amplo processo participativo de elaboração do Plano Diretor de Florianópolis!

Pelo respeito ao que estabelecem a Lei 10.257 – Estatuto da Cidade e Resolução 25 do ConCidades, no sentido de que se garanta a participação da população em todas as etapas do plano diretor!




Atenciosamente,
Prof. Lino Fernando Bragança Peres
Coordenação do NPDP-UFSC e representante da UFSC no NGMPDP Auto-Convocado



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24 de mar de 2010

Plano Diretor - mais protestos no dia do aniversário da cidade.

Mais um protesto contra o novo Plano Diretor de Florianópolis, aconteceu no dia 23.03, por volta das 18hs, em frente a Assembléia Legislativa, dia que a cidade completou 284 anos.

O protesto teve como objetivo pedir aos vereadores, que estavam em sessão, que não aceitem o documento que será encaminhado pela Prefeitura no dia 30.03. A comunidade pede que o projeto do novo Plano Diretor volte para a fase de consultas junto aos moradores, visto que a prefeitura entregou as propostas das comunidades para para a Fundação Cepa, empresa contratada pela Prefeitura para elaborar o projeto, e estas propostas não foram atendidas.

Hoje (24.03), acontece o Fórum da Cidade onde uma das pautas será o Plano Diretor. O Fórum acontece na Plenária do Fórum da Cidade - Edifício APLUB - Rua dos Ilhéus, 38, 12º andar, sala 1203, - Auditório do Conselho Regional de Serviço Social - à partir das 19 horas.




Imagens: Sandra Sangaletti






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22 de mar de 2010

Plano Diretor - Protestos na Lagoa

Imagens abaixo do protesto contra a liberação da construção de prédios, com 6 andares na Lagoa da Conceição. O protesto ocorreu dia 20.03, às 14hs em frente ao Terminal de ônibus Tilag. (clique aqui para ver o vídeo do protesto)


Próximo protesto contra o Plano Diretor de Florianópolis, acontece dia 23.03 às 18 horas, em frente à Assembléia Legislativa.

Ir vestido de preto!


Imagens: Léo Moraes








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19 de mar de 2010

Plano Predador de Florianópolis

Imagens da Audiência Pública realizada dia 18.03 no Teatro Álvaro de Carvalho - Florianópolis.

Próximos protestos acontecem no dia 20 de março, na Lagoa da Conceição, em frente ao terminal TILAG (http://www.salvealagoa.org.br/ ) e outro, ainda maior, no dia 23 de março, dia do aniversário da cidade, em frente da Assembléia Legislativa, às 18hs.



Imagens enviadas por Rodrigues José Viana.


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Um plano do povo

Enganam-se os que pensam que Florianópolis – a velha Miembipe - é um espaço conservador ou reacionário. Aqui, nas veredas da vida real estão as gentes a protagonizar momentos históricos importantes. Foi aqui que começou a agonia do regime militar, com os bravos estudantes – junto com o povo alçado em rebelião – promotores da inesquecível “Novembrada”, assinalando a derrocada do presidente que amava mais o cheiro dos cavalos do que do povo. Foi aqui também que as gentes se levantaram na revolta da catraca, contra as falcatruas dos empresários do transporte coletivo. E, todos os dias, nos bairros, nas vilas, nas comunidades, a população está protagonizando alguma luta importante contra os que querem destruir a vida. Este é um espaço de gente que luta e constrói novas propostas de organizar a vida.

Foi assim nesta quinta-feira, dia 19. Este povo todo, vindo dos lugares mais longínquos da cidade, com faixas, cartazes, camisas pretas, e toda a gana possível, realizou mais um feito histórico. Erguidos em luta, aqueles que amam o lugar onde vivem, vieram protestar contra a farsa montada pela prefeitura municipal, que pretendia homologar um plano diretor da cidade, construído sem a voz das comunidades. Esta gente, que durante três anos ocupou noites e noites de suas vidas para discutir a cidade e encontrar caminhos viáveis para existir neste especo caótico, acorreu à audiência e decidiu que ali, a sua voz haveria de ser ouvida. E assim se fez!

A cidade e o caos

Meia hora antes da audiência na qual o Instituo Cepa – empresa privada contratada pela prefeitura para fazer o Plano Diretor – iria apresentar a proposta que desenhou, amparada nos desejos dos empresários especuladores, já se vislumbrava a cidade que haveria de assomar daquele plano. Trânsito parado em todas as direções. Parado na Beira-Mar, no túnel, nas imediações do TAC. Buzinas tocando sem parar, gente gritando. O caos. A cidade desenhada para servir aos carros mostrava sua face irracional. Sem um transporte coletivo eficaz, as pessoas optam pelo carro e comandam um festival de engarrafamentos que tornam a mobilidade urbana um inferno. E isso com pouco mais de 380 mil habitantes.

O plano diretor construído pela CEPA quer tornar esse inferno ainda maior. Propostas esdrúxulas como prédios de oito andares na Lagoa da Conceição, de seis no Campeche e por aí afora, prognosticam uma Florianópolis de amanhã com 800 mil habitantes, um milhão. Uma cidade vertical para a classe média. Um lugar onde os ricos haverão de ter suas “ilhas de paz e beleza”, ainda que para isso seja necessário privatizar praias, como a do Costão do Santinho, ou mesmo o maior aqüífero que há na ilha, o aqüífero dos Ingleses. Ali, sob o lençol de água, os ricos jogarão golfe, enquanto as gentes amargarão a falta do líquido que garante a vida.

Pois o povo organizado nas comunidades, nas associações de moradores, disse não. Estudaram a cidade por três anos, construíram propostas, apresentaram alternativas, saídas viáveis para a vida, para as moradias, o transporte, para tudo. Só quem vive numa cidade sabe o que nela falta. O povo tem a resposta para cada questão. E isso foi feito em audiências públicas, oficinas, reuniões, tudo documentado. Por que então, a prefeitura vinha dar um golpe, impondo um plano que a população não quer? A cidade iria se levantar. E foi o que fez.

A audiência

A noite baixava sob a capital parada e caótica. Mas as pessoas caminhavam. Vinham de todo canto, de ônibus, de bicicleta, de carro, à pé. Encheram o TAC, ocuparam as calçadas, eram mais de mil. Multidão. Vieram os pescadores, os nativos, os ecologistas, as senhoras de idade, os estudantes. Vieram os líderes comunitários, os sindicalistas. Todas as cores e tendências políticas unificadas na luta contra a especulação e a destruição da cidade. Foi bonito de ver.

O presidente do IPUF iniciou a audiência, chamou o presidente do Instituto CEPA. Já começaram as vaias. Cada autoridade chamada era apupada. Manifestação pacífica, direito das gentes. As caras, na mesa, se torciam, incomodadas. As vaias seguiam. Átila Rocha dos Santos, presidente do IPUF, mostrou a cara autoritária da prefeitura. “Ou param ou suspendo a audiência e chamo a polícia”. A tropa de choque já aguardava do lado de fora, pronta para agir, porque é comum aos dirigentes que não são democráticos, terem medo do povo. Foi o que bastou. A gritaria foi geral.

Então, no meio do corredor assomou o vereador Ricardo Camargo Vieira (PCdoB), fazendo aquilo que deveria fazer um político que tem mandato do povo: com um megafone, suplantando o som do mestre de cerimônias, gritou o protesto das gentes. “Esta audiência é uma farsa, esse não é nosso plano”. A ação do Dr. Ricardo foi a deixa para que cada pessoa que ali estava quisesse dizer sua palavra. O presidente do IPUF gritava, chamando a polícia. Entrou a guarda municipal, mas nada mais detinha as gentes. Elas foram subindo no palco e revezando o megafone. As autoridades da mesa escapuliram, o diretor do IPUF mandou cortar o som. Ninguém se importava. Tinham suas gargantas e reivindicavam. Cada bairro, cada liderança, pessoas comuns, todos tinham algo a dizer. “Esse não é o nosso plano”, bradavam.

No meio do protesto uma cena intrigante mostrou bem a cara da imprensa local. O jornalista da RBS adentrou ao teatro, e, imperturbável, atravessou o corredor onde as pessoas se aglomeravam com faixas e cartazes, mostrando que ali acontecia mais um momento histórico na vida da cidade. Pois o jornalista nem olhou para a vida que se expressava no teatro lotado. Seguiu até o palco e foi lá para trás, onde estavam os dirigentes da prefeitura, protegidos pela guarda municipal. A voz do povo não haveria de sair da rede dos baixos salários, na rede da mentira. Simbiótica relação da mídia entreguista com os que querem destruir a cidade. É tudo parte de um mesmo grupo.

O povo seguiu com sua audiência. Já não havia dirigentes da prefeitura na mesa, o palco era das lideranças comunitárias. Uma assembléia popular. Democracia direta. Decidiu-se então dar seguimento a audiência pública. Foi feita uma ata e todos assinaram. Por um momento se fez uma cena mítica. No corredor, as pessoas faziam fila, assim como na missa quando vão comungar. E, para quem olhava emocionado, era isso mesmo. As gentes comungavam da mesma idéia, do mesmo desejo: proteger a cidade, garantir vida boa e bonita para todos.

Na ata, lavrada de forma coletiva, a decisão popular: “Este não é nosso plano. Não aceitamos essa imposição da prefeitura. Queremos a decisão tomada nestes três anos de encontros e participação comunitária”. O documento será registrado e enviado à prefeitura. A audiência se fez e, embora o presidente do IPUF tenha negado a palavra ao povo, o povo a tomou. E a disse.

No jornal Diário Catarinense do dia seguinte, veio a nota lacônica: confusão impede aprovação do plano diretor e ele será enviado direto para a Câmara de Vereador. Logo, segue a arrogância e a surdez do executivo municipal. A prefeitura continua fazendo de conta que não ouve a voz da população. As comunidades disseram não, mas eles não escutam. Só conseguem ouvir a voz dos que depredam e destroem. Estes sim fazem “confusão”, como diz a reportagem patética, expressão do péssimo jornalismo que é praticado pelas empresas locais.

Mas, o povo que estava ontem no TAC acredita na sua força. Vai usar a justiça, vai exigir posição do Ministério Público, acredita também na visão honesta de pessoas como a procuradora Ana Lucia Hartmann, que foi ovacionada pelas gentes a gritarem seu nome, em honra de sua postura séria e de defesa da integridade da vida. O povo se organiza e cresce em número e fortaleza. Já está marcado um protesto para este sábado, dia 20 de março, na Lagoa da Conceição. E outro, ainda maior, no dia 23 de março, dia do aniversário da cidade, em frente da Assembléia Legislativa, às seis horas da tarde. A cidade vai se movendo, o povo vai aprendendo, e as gentes fazem andar as palavras democracia e liberdade. A cidade é do povo e é ele quem tem de decidir. Não meia dúzia de empreiteiros e políticos de meia pataca.

Florianópolis pode viver uma hora histórica. É chegado o momento de todos saírem às ruas a defender a vida e o direito de se existir em harmonia com a beleza que é este lugar. Não foi sem razão que ao final do bonito momento de rebelião, as pessoas, de olhos marejados, se puseram a canta a música do Zininho, o hino da ilha: “um pedacinho de terra perdido no mar, um pedacinho de terra, beleza sem par”... E naquelas caras de gente trabalhadora, a mais absoluta certeza: esse pedacinho não está perdido, não sem luta!

Por Elaine Tavares – jornalista

18 de mar de 2010

Lute contra o golpe no Plano Diretor de Floripa!

Hoje, 18.03, às 18 horas, no Teatro Álvaro de Carvalho, tem audiência pública sobre o Plano Diretor de Florianópolis, com a presença do Prefeito Dário Berger.
Ir de camiseta preta!

15 de mar de 2010

U R G E N T E - Hoje tem reunião sobre o Plano Diretor

Hoje, 15.03, às 19h30, no salão paroquial de Santo Antônio de Lisboa, tem reunião para discutir o Plano Diretor do Distrito de Santo Antônio de Lisboa.


Leia no blog http://sambaquinarede2.blogspot.com/ do jornalista Celso Martins, as breves considerações sobre a comparação entre o Plano Diretor discutido e elaborado pela comunidade do Distrito de Santo Antônio de Lisboa e técnicos do IPUF e com o atual Plano Diretor elaborado pela Fundacion Cepa, empresa Argentina contratada para a elaboração do Plano Diretor "Participativo" de Florianópolis.

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12 de mar de 2010

Um plano para Florianópolis

Comunidades não aceitam farsa montada pela prefeitura

A ilha de Santa Catarina, que é parte de Florianópolis, esta capital adorável que leva o nome de um tirano, sempre foi conhecida por suas belezas naturais. São 42 praias, algumas delas ainda belíssimas, quase sem a depredação humana. Por conta disso, nos anos 80 começou uma grande explosão migratória de gente que queria viver num lugar que tivesse todas as modernidades de uma capital, mas que conservasse aquele ar provinciano de um lugar pequeno. Por ser uma ilha - 424 quilômetros quadrados/ 54 km de comprimento por 18 de largura - logo, finita, as pessoas que para aqui vieram acreditavam que a vida seria sempre como foi: pacata, segura e cheia de beleza. Mas, hoje, com 408 mil habitantes e 250 mil carros, a cidade é cotidianamente um caos, com apenas algumas “ilhas” de conforto reservadas aos donos do capital. Quando chega o verão, o caos triplica, com a ilha chegando a abrigar um milhão de pessoas, que disputam a péssima malha viária, a água e a luz.

Por conta de todos os problemas causados pela ocupação desordenada da ilha, somado ao turismo predador, as comunidades vivem em pé de guerra com o poder público, porque, como é sabido, os governantes, no mais das vezes, não estão nem aí para as gentes. Eles governam para um grupo específico de pessoas “os ricos” e a maioria da população precisa ganhar na luta aquilo que é seu direito. Agora, neste ano de 2010, uma batalha de titãs está para ser travada: é a do Plano Diretor, construído durante três anos pelas comunidades organizadas. Nele, a população exige, entre vários pontos, o fim da verticalização da ilha, o respeito ao ambiente natural e a melhoria da mobilidade urbana. Mas, a prefeitura, depois de incentivar a participação de todos, contratou uma empresa/fundação de fora da cidade que será a responsável pelo desenho do Plano Diretor. Isso gerou revolta entre as gentes que prometem fazer barulho se a proposta feita por elas não for acatada.

A última ação da prefeitura, por exemplo, foi reunir na FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) um grupo de pessoas que nunca participou do processo do plano diretor, mas que foi convidada a dar palpites no último minuto do “segundo tempo”. Segundo Ataíde Silva, da Associação dos Moradores do Campeche, era uma multidão de corretores de imóveis, especuladores e outros tipos jamais vistos no processo participativo e que certamente serão os que terão mais poder no fechamento do projeto final.

Prefeitura desrespeita a lei

A idéia do plano diretor participativo sempre foi uma reivindicação das comunidades e em 2006 foi acolhida pelo IPUF, órgão da prefeitura, sendo implementada a partir de audiências públicas oficiais. Depois, foram criados grupos gestores nos distritos e um grupo gestor municipal, tudo oficial e dentro da lógica da institucionalidade. Este processo todo durou três anos, com realização sistemática de reuniões nas comunidades, oficinas, encontros, debates. Durante este tempo todo, uma infinidade de gente saiu de suas casas, entregou suas noites, fins-de-semana e horas de trabalho para produzir um desenho ? o mais democrático e participativo possível ? das comunidades onde viviam. Tudo foi pensado. Como seriam as ruas, a mobilidade, o tamanho dos prédios, o saneamento. Porque a coisa mais racional para quem administra uma cidade é ouvir quem nela vive, pois nada melhor do que aquele que sofre o cotidiano e conhece seu lugar de morada para encontrar saídas para os problemas que surgem com o crescimento da cidade.

Mas, terminado este processo, depois de tudo pensado e decidido, a prefeitura decidiu entregar para uma empresa privada - preterindo inclusive seus próprios técnicos - o fechamento do plano. Não bastasse isso, para realmente fechar a proposta de organização da cidade, realizou outros encontros fora do que estava acordado, como, por exemplo, um no Hotel Castelmar, em horário comercial, e outro na FIESC. Ora, ao fazer isso a prefeitura privilegiava uma parcela da sociedade, os empresários, que muito pouco participou no decorrer dos três anos de discussão. Essa atitude provocou nas comunidades uma sensação muito forte de ilegitimidade. ?Nós vamos entrar na justiça para garantir o respeito ao que foi decidido pelas comunidades. Essa empresa só tinha que sistematizar o que a população pensou e não fazer outra coisa?, insiste Ataíde.

E foi justamente nestas duas reuniões que a CEPA (fundação contratada para fazer o plano) apresentou a proposta que choca com quase tudo o que as comunidades discutiram. No plano da empresa, apresentado inclusive em encarte no jornal de maior distribuição na cidade, a proposta principal é crescer. Ou seja, completamente na contramão das propostas atuais de organização urbana, que criticam o verticalismo e o crescimento exacerbado. Além disso, divide a cidade em zonas metropolitanas, de multicentralidade (que significa grande densidade populacional) e de patrimônio cultural (poucas comunidades no sul, na lagoa e no norte). Nas duas primeiras tudo está permitido em nome do progresso e nas culturais, alguma coisa pode se salvar.

No caso do bairro do Campeche, a CEPA estabeleceu que será uma zona de multicentralidade, podendo haver construções de vias expressas e prédios de mais de quatro andares. Mas, a comunidade não decidiu por isso. Pelo contrário. A proposta é de manter a via principal como está, e abrir espaço para ciclovias e outras vias de acesso a comércio, impedindo assim o crescimento sem medida e a imobilidade causada pelo excesso de carros. No que diz respeito a prédios também está vetada a verticalização. A comunidade tem bem claro que esta proposta dos empresários de encher o bairro com até 400 mil pessoas é um delírio só possível na cabeça de quem lucra com a construção civil. “Nossa comunidade só tem água para 180 mil pessoas. Não dá para brincar com os recursos naturais”. E isso se aplica a qualquer outra comunidade que esteja sob as vistas predadoras dos empresários da construção.

O que os lideres comunitários perceberam foi que a empresa ainda usou as informações dadas pela comunidade para valorizar certas áreas para a especulação. Exemplo: quando a população lutou por ter um parque na região da penitenciária, os que mandam na cidade decidiram alterar o zoneamento para aquela região, permitindo que fossem construídos prédios em volta da área do parque. E assim pode acontecer com outros espaços que historicamente são reivindicados pela comunidade. Nesse sentido, os ricos usam a luta do povo para tornar ainda mais valorizado os espaços que serão destinados a eles. É um jogo absolutamente desigual.

No projeto da CEPA, divulgado em jornal diário, tudo parece muito bonito, mas, nele, não aparecem as letras pequenas, no caso, o micro-zoneamento. Assim, um desavisado, ao ler as diretrizes pode achar que está tudo bem, uma vez que o discurso, como sempre, apela para a idéia de desenvolvimento, como se preservar e organizar a vida de maneira mais natural fosse coisa de louco. A empresa propõe conservação da paisagem, corredores de articulação da mobilidade, regiões de acelerada transformação e inovação (nome bem típico do neoliberalismo) e descentralização da ocupação. Mas, o panfleto não diz sobre como isso será feito e para o benefício de quem.

A reação popular

Para as comunidades que se debruçaram sobre o Plano Diretor durante três anos seguidos esta proposta da prefeitura é farsesca e ilegal. E, sendo assim, a única resposta deve ser a luta. Se a empresa contratada está apresentando apenas uma proposta de macro zoneamento, as comunidades já definiram o micro e o macro. Ou seja, como vai ser o sistema viário de cada lugar, que ruas devem ser criadas, como tem de ser as construções, quantos andares, que áreas precisam ser preservadas. As gentes que aqui vivem desde sempre sabem muito bem onde tem alagamento, onde verte a água, onde a chuva prejudica. O povo sabe do lugar onde está. E não vai permitir que sua palavra seja negada.

No caso do Campeche, já são vinte anos discutindo um plano diretor. E, desta vez, foi um processo proposto pela própria prefeitura. Não cabe, pois, faltar com a palavra. Ou o que foi decidido pela comunidade é posto em prática, ou se haverá de levantar em rebelião.
Isso vale também para a proposta de saneamento que está proposta no plano o qual prevê grandes obras, emissário jogando esgoto no mar e outras coisas faraônicas, só desejadas pelas empresas de construção. Já as comunidades decidiram que querem um saneamento alternativo, pequenas estações de tratamento nos bairros que não poluem rios nem o mar. As soluções existem e já foram colocadas no papel depois de inúmeras oficinas realizadas pelo Movimento Saneamento Alternativo (MOSAL) que reúne várias entidades e associações de bairros de Florianópolis. Sendo assim, não se permitirá qualquer mudança apenas para privilegiar o empresariado e os especuladores.

O meio ambiente

A cidade de Florianópolis é conhecida como um lugar mágico, de belezas inacreditáveis e a idéia dos empreiteiros é transformar o lugar num monstro de concreto. Mas, a população já decidiu que não quer isso. Pelo contrário, quer preservar o que tem de mais belo que é a natureza. Se, para isso for necessário sair da roda viva do progresso sem limite, muita gente está disposta a aceitar. O povo quer segurança, vida saudável, tranqüilidade e beleza. Pelo menos no Campeche isso já é decisão comunitária. E em outros lugares também, o que torna a proposta da prefeitura uma aposta na minoria rica que mal vive a cidade.

Mas, como a população da capital já viu escaparem os mega empresários que falsificaram licenças ambientais no que ficou conhecido como Operação Moeda Verde, levada a cabo pela Polícia Federal, as barbas estão de molho. Porque boa parte destas figuras está por trás dos planos da prefeitura. Eles estão pouco se lixando para a natureza ou para a segurança ambiental das pessoas. Querem lucros e nada mais. São os mesmos que privatizam os costões, os aqüíferos, que destroem a paisagem e erguem espigões. Alguns acabam tornado-se inúteis como os da Praia Brava, que era um dos lugares mais lindos da ilha e hoje é uma nesga de concreto. Foram tantos prédios numa destruição tão brutal daquele espaço que nada restou da beleza que havia. Já ninguém mais quer morar lá.
Agora, no Campeche, segundo informações do presidente da Amocam, a Casan, que está construindo a rede coletora de esgoto no bairro, autorizou a empresa privada que faz o serviço a colocar os canos nas ruas que passam por cima das dunas, portanto, ilegais, colocadas em área de preservação. “O que isso significa? Que valeu a pena invadir as dunas?”

O que precisa ficar claro para a população é que estão em questão dois projetos bem definidos. Um deles foi discutido e decidido democraticamente pelas pessoas que vivem nesta cidade, nos bairros, nas comunidades, num processo de longos anos. O outro foi desenhado a portas fechadas, por empresa alienígena, levando em conta apenas os interesses dos empresários, que em nada se encontram com os interesses da população.

Agora está posto o desafio para toda a população. Ou as gentes se acordam e defendem uma cidade onde se possa viver com segurança e conforto, ou a ilha de Santa Catarina estará fadada a acolher - nos empreendimentos pomposos - uma pequena fatia de ricos, em detrimento da destruição da vida da maioria.

Não precisa ser muito esperto para ver que os desastres ambientais, que estão acontecendo cada dia com mais freqüência, tem relação visceral com a maneira como os seres humanos organizam suas cidades. Casas coladas na beira-mar são levadas por tsunamis, prédios altíssimos desabam sob os temores de terra. Mas, nos lugares onde as construções são baixas e se respeita a natureza, os desastres sempre causam muito menos dano e as vidas e salvam.



Aos florianopolitanos cabe decidir por um bom viver para todos e não só para alguns.


Por Elaine Tavares - jornalista
Blog da Elaine: http://www.eteia.blogspot.com/

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9 de mar de 2010


Quando Carlos Cunha e seus companheiros: Mauro, Alaíde. Índio, Renê, Chico, Janete e outros mais criaram a ABS, o fizeram para defender a Ponta do Sambaqui de interesses empresariais e para manter o mais antigo prédio da localidade, o casarão que abrigou o Posto da Alfândega, como patrimônio da comunidade.

Foi uma luta séria e aguerrida, ainda hoje lembrada em ânimos exaltados por aqueles que dela participaram, jovens e senhoras que são os mais autênticos representantes desta antiga colônia de pescadores.

A voz de uma comunidade não se ouve apenas pelos rádios e pelas TVs, nem sempre se as lê nos jornais, ou nos blogs da internet. A voz de uma comunidade geralmente se expressa nos locais de encontro dos comunitários: barracas de feira-livre, bares, esquinas, pontos de ônibus, mercados e nos sombreados das árvores, como as que esses pioneiros da ABS plantaram na Praça Macário da Rocha, o saudoso Tio Macário.

Mas, principalmente, a voz da comunidade se expressa em meio aos eventos culturais, como na anual Gincaponta, produzida pelos esforços de nossos jovens, crianças e tradicionais lideranças. Para a Gincaponta sempre sobram promessas de apoio do poder público, mas escasseiam os cumprimentos daqueles que só mostram o corpinho nos palanques que armamos.

Ainda assim é nessas ocasiões que, como chamador do boi-de-mamão, Carlos Cunha cumpre com a função típica de líderes de folguedos populares. Seja ao velho Matraca dos pastoris pernambucanos, ao puxador do enredo dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, ao tocador da viola de cocho do cururu no centro-oeste, ao capitão do Boi-Bumbá amazônico, ao mestre de capoeira da Bahia, ou ao trovador das toadas gauchas; quem quiser de fato se comunicar com as comunidades brasileiras, que o faça através dessas vozes.

Aqui no Sambaqui, o nome da nossa voz é o do chamador do Boi de Mamão, o popular Carlinhos. Descendente de um de nossos ícones históricos, Seu Pepeco, e militante dos interesses da comunidade, Carlos Cunha sem dúvida é nosso porta-voz por direito concedido e dever assumido.



Fone: (48) 3335-0047


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O CACETE DA CASSETA

A guerra acabou estourando contra o Paraguai, mas já muito antes as principais ameaças ao Brasil eram os vizinhos de baixo, pois os de cima nem eram loucos de se aventurar pelas intransponíveis imensidões amazônicas e os próprios paraguaios foram bastante prejudicados pelas fronteiras pantaneiras.

Já pelos pampas e coxilhas era moleza. Virava e mexia lá vinham aqueles bandos de castelhanos aporrinhar os gaúchos abandonados à sorte. Em verdade, gaúchos eram todos: inclusive os cis e transplatinos (para quem não lembra: cisplatinos seriam hoje os uruguaios de aquém do Rio da Prata e os transplatinos os argentinos, de além do Prata).Diferiam um pouco no idioma, ainda que misturando-se num portunhol e com os mesmos costumes: pilchados em bombachas, ponchos, botas e chiripá, sem esquecer o lenço no pescoço. Diriam depois que o lenço era para esconder o papo, conferindo ao gaúcho fama de mentiroso pelo orgulho tipicamente guerreiro de contar vantagens até mesmo sobre as derrotas.

Pois não fosse esse orgulho, os castelhanos, também mestiços de índios, árabes e europeus, teriam alcançado a corte que, do Rio de Janeiro, nunca deu atenção aos tantos pedidos de socorro e ajuda para enfrentar as maiores potências bélicas da época, entre os países vizinhos do Brasil. O império, acomodado entre as litorâneas belezas da baía da Guanabara, preocupava-se tão somente com os metais preciosos de Minas Gerais, o café de São Paulo e a cana de açúcar do nordeste que financiavam a sobrevivência da coroa através da exportação.

Sem dúvida absurdo, o movimento separatista que ainda hoje anima alguns gaúchos iniciou-se nesse histórico abandono que provocou a republicana Guerra dos Farrapos. Uma amiga gaúcha não se conforma por ainda hoje seu estado comemorar com orgulho esse evento em que seus conterrâneos foram derrotados.

Mas é exatamente esse orgulho aguerido que protegeu aquele Império que só mandava seus Duques e Generais para colher os louros de batalhas já ganhas por gaúchos que lutavam sem armamentos e formação militar.

Quanto ao separatismo é uma evidente bobagem que levaria o Rio Grande do Sul à mesma difícil situação em que vive hoje o Uruguai, um pequeno país e mercado que não desperta o interesse dos exportadores internacionais e tudo o que necessita e que venha de outros continentes, tem de comprar do Brasil ou da Argentina, encarecendo manufaturas, tecnologias e matérias prima.

No entanto, hoje há outras razões que incentivam esse sentimento separatista nos gaúchos, apesar das evidências de sua impraticabilidade para o próprio Rio Grande do Sul e, sem dúvida, a Rede Globo contribui muito através do programa Casseta e Planeta.

Não é normal se rir da mesma piada duas vezes e o programa que deveria ser de humor há muito se tornou aborrecido, chato, cacete, pois continua contando a mesma piada desde suas primeiras edições.
Sim, sim, tá bom! O brasileiro é assim mesmo e todo mundo gosta de fazer piada da preguiça do baiano, da desconfiança do mineiro, das neuras do paulista, da mania de esperteza do carioca que com o tempo substituiu o gaúcho na fama de garganteiro e, claro, com a antiga mania do gaúcho em se afirmar como macho.

Claro, não há melhor gozação a se fazer com quem alardeia machice do que apontar nessa preocupação um motivo inverso escondido, mas aquele gaúcho de campanha, aquele xiru velho que saia campeando brasis afora roncando machezas, já é coisa meio rara e até fora de moda. Além do que, um programa de humor tem de renovar o mote da piada para não perder a graça.

Não faz mal que gozem de gaúchos ou do povo de qualquer outro estado, mas podiam ser mais criativos, até porque certamente há outros motivos para se fazer piadas dos gaudérios, pois aquela brabeza toda dos tempos dos Farrapos já é coisa passada há muito tempo.

Será que a tão insistente e regionalizada homofobia da turma da Casseta é uma tentativa de desvalorizar os homens daquele estado por ciúme e inveja da afamada beleza de suas mulheres? Ou também se poderá concluir dessa tão acirrada insistência, algum inverso motivo escondido?

Seja qual for o cacete que interesse ao pessoal da Casseta nos gaúchos, o programa perdeu o interesse porque há muito que já ficou cacete mesmo.



Por Raul Longo

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8 de mar de 2010

URGENTE! REUNIÃO HJ NO CESUSC

EMPRESA DE CONSULTORIA CONTRATADA PELA PREFEITURA PARA REFAZER PLANO DIRETOR, DEFORMA PROPOSTA DEBATIDA COM A COMUNIDADE E QUER PERMITIR ADENSAMENTO DE CONSTRUÇÕES NO CENTRO HISTÓRICO DE SANTO ANTONIO E REGIÃO DA PONTA DO SAMBAQUI


Alguns de vcs sabem que há mais de uma década vivemos o dilema do plano diretor no distrito de Santo Antonio de Lisboa, que engloba Sambaqui, Barra de Sambaqui e Cacupé.

O plano que estava sendo debatido há tanto tempo pela comunidade e que estava na prefeitura para ser enviada à Câmara Municipal tinha como entendimento que nossa região tinha como centro a preservação das características do centro histórico de Santo Antonio ( já existia até lei limitando no centro histórico edificações com até 02 pavimentos ) e em boa parte da nossa região, o plano que estava acordado com a comunidade tinha um veio preservacionista da nossa mata atlântica, muito forte, com várias áreas de APL ( de uso limitado ) sendo transformada em Preservação Permanente.

Pois bem, a prefeitura recentemente contratou uma empresa de consultoria e o resultado é que esses consultores deformaram e muito a proposta original debatida com a nossa comunidade. Em resumo, por exemplo, querem permitir um gabarito maior de construção, inclusive, no centro histórico de Santo Antonio, bem como equipamentos de médio/grande porte na região da ponta do sambaqui, na área de mata atlântica e cujo mapeamento anterior vedava essas construções.
O fato é que o Prefeito Municipal irá levar a proposta de Plano Diretor para a cidade inteira a Câmara Municipal com esses “contrabandos” que desvirtuam e modificam para pior a proposta até então formatada com a comunidade.


As associações de moradores da região estão chamando para hoje (08.03) ás 19:00 , no CESUSC, sala 12, reunião com a comunidade para buscar intervir e reparar a tempo esse dano a qualidade de vida de toda a nossa região.
Por: Nildomar Freire ( Nildão ).
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Eleita a nova diretoria da ABS

No dia 7 de março, das 10hs as 17hs teve a eleição para a escolha da nova diretoria da ABS (biênio 2010-2012). Com 46 votos favoráveis e um nulo, Lindão foi eleito o novo presidente da Associação do Bairro de Sambaqui, juntamente com Dóris Gomes (Vice-presidente), Silvia D'eça Luz da Conceição Blasi (Secretária), Marcelo Richa (Tesoureiro), Maria Helena Silva Rodrigues (Relações Públicas), Leonardo Campos Gomes, Giseli da Silva e Hélio Fausto (Conselho Fiscal).




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6 de mar de 2010

ABS - Eleição da Nova Diretoria

Amanhã, 07.03, das 10hs às 17hs, no anexo ao Casarão (Ponta do Sambaqui), acontece a eleição para a escolha da nova diretoria da Associação do Bairro de Sambaqui.

Concorre a eleição a única chapa inscrita , chapa "Mãos à Obra", presidida por Rodrigues José Viana (Lindão) e pelos demais membros: Dóris Gomes (Vice-Presidente), Silvia D'eça Luz da Conceição Blasi (Secretária), Marcelo Richa (Tesoureiro), Maria Helena Silva Rodrigues (Relações Públicas), Leonardo Campos Gomes, Giseli da Silva e Hélio Fausto (Conselho Fiscal).

Para participar da eleição precisa apresentar comprovante de residência.

Participe!

3 de mar de 2010

Convite para a III Oficina de Trabalho do PDP – Plano Diretor Participativo de Florianópolis

No dia 04/03, das 17h as 22h, haverá um debate para discutir o Plano Diretor do Norte da Ilha "entre mares", isso inclui o Distrito de Santo Antônio de Lisboa.

Clique na imagem abaixo para visualizar o convite.