3 de ago. de 2010

Circuito Tela Verde, HQCON, Estaleiro OSX



Circuito Tela Verde


A Diretoria da ABS trouxe para o bairro de Sambaqui, a 2ª edição do Circuito Tela Verde. Um Circuito de Filmes de Educação Ambiental, para jovens, adultos e crianças.
Em breve será divulgado as datas para a exibição dos filmes.


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HQCON




HQCON, evento cultural que vai agitar Florianópolis, acontece dia 14 de agosto, no Floripa Music Hall, das 10h às 19h.

O evento vai falar de HQ, música, animação, cinema, cultura, tecnologia e educação. Vai ter concurso de cosplay, show de bandas e muitas atrações.
Mais informações:
Siga @hqcon no Twitter.
E-mail: contato@hqcon.com.

Apoio:
Faculdade Estácio de Sá / Floripa Music Hall
Entrada: R$ 15,00 (sem fantasia) / R$ 10,00 (Cosplay) / R$ 12,00 Clube do Assinante



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Estaleiro OSX

baixo assinado contra a instalação: http://migre.me/10Apu






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ESTALEIRO DA OSX JÁ PROVOCA CATÁSTROFE

por Raul Longo
pousopoesia@ig.com.br
 
 
 
Para quem já era petista antes de existir o PT, não poderia ser mais catastrófico.

Para quem anulou voto durante toda a ditadura porque não acreditava na disputa entre os tolerados e os acobertados pela intolerância do poder, esse link de vídeo (abaixo exposto) é muito desastroso.

Se impossível suportar a prepotência dos que se achavam superiores a todas as realidades e qualquer bom senso: técnico, científico, ou social... Se inadmissível a arrogância dos inquisidores a balouçar o pêndulo sobre os pescoços de quem ousasse interpor a evidência dos fatos às suas vontades; o que dizer quando provinda de quem se espera, ao menos, a percepção da razoabilidade?
 
Como aceitar, de quem se esperava evolução, a expressão do retrocesso? A regressão ao que se combateu e por combater sempre se optou e acreditou no caminho apontado pelo Partido dos Trabalhadores?

Nunca acreditei em total perfeccionismo de qualquer agremiação humana, mas jamais imaginei que um único integrante da instituição política na qual acredito como transformadora social, reproduziria exatamente o que motivou o desejo de transformação em todos os que militaram e militam pelo PT.

Como se aceitar, agora, depois de oito anos de governo de um homem elegante e libertário como Luís Ignácio Lula da Silva, que se volte aos tempos do bater o pau na mesa, do “prendo e arrebento”, daquele que tinha “aquilo roxo” ou à petulância do outro que classificou aos que deveria representar como caipiras e vagabundos?

Abandona-se a proficiência e a previdência cada vez mais necessária às realidades futuras, e retornasse às magias de velhos embaçados espelhos apenas para indagar: quem mais poderoso do que eu?

E ceifam-se cabeças!

De quem? Giordano Bruno ou Galileu?
 
Retornamos ao tempo em que políticos propunham revogação da lei da gravidade?

Impossível acreditar! Não acreditei. Acusei de mentira e tentativa de rebaixar as proposituras de candidatos do PT aos anacrônicos coronéis que ainda ontem ameaçavam acabar com raças e pisar cabeças. Anacronismo sobrevivente entre os que confirmam a própria decadência com ordens de demissões aos que questionam suas imposturas, como recente ocorreu com o apresentador do programa Roda Viva e o diretor de jornalismo da TV Cultura. Mas, para mim, inadmissível dentro do partido pelo qual milito desde que se o criou na união e compreensão entre trabalhadores e homens de ciência, pois entendo que se o criou exatamente como contraposição a intolerância e incompreensão à sociedade e à ciência. À realidade e ao fato.

Como, para o político de elite, compreender a realidade do trabalhador? De que forma poderia o cientista traduzir seus conhecimentos sobre os fatos, para políticos indispostos às contrariedades de suas veladas intenções?

Contrassenso! Ridículo até previsível entre velhos hipócritas e neófitos apadrinhados por antigos caciques políticos, sempre incapazes de reconhecer as instâncias, limitações de poder e funções, ou a e lógica dos procedimentos e comportamentos democráticos. Mas, no PT, improvável!

Retornamos ao tempo em que o conhecimento, o saber, a ciência só era admissível por decreto?! Pede-se cabeças como antes se pedia o exílio?

Não! Não acreditei e continuo não acreditando. Entendo que no Brasil de hoje isso apenas se repita por anacronismo de hábitos coronelistas que, pela própria decadência, não são capazes de enxergar o fim dos tempos em que nada se sobrepunha aos interesses de poderes regionais alheios a determinações constitucionais ou regulações de orientação nacional.

Compreensível a sobrevivência dos que ainda não possam assimilar que o Brasil não se aliene aos esforços da comunidade das nações por um maior equilíbrio e responsabilidade ambiental, ao desenvolvimento da civilização mundial e aos aprimoramentos de organização social. Mas totalmente incompreensível que possam integrar projetos e propostas progressistas!

Aqui, ou em qualquer lugar do mundo!
 
Por mais lamentável e catastrófico para o estado de Santa Catarina, o que se vê através do link abaixo não indica que o país esteja voltando no tempo. Temos de manter esperança nas forças sociais de nosso estado e em sua capacidade transformadora, por mais que comportamentos como os expostos neste vídeo retomem típicas reações de nosso recente e sombrio passado.

Também é necessário esclarecer que embora nunca tenha me filiado a qualquer partido, sempre militei pelo que acredito. E continuarei acreditando, pois não aceito que apenas um represente o todo.

Espero que se possa reconhecer neste vídeo aqueles que condizem com as instituições que representam, e quem não.

Continuarei acreditando no Partido dos Trabalhadores e em todos os candidatos que identifico aos ideais pelos quais milito, mas, por responsabilidade a mim mesmo, tenho de expor o documentado que classifico como catastrófico, pois me é imprescindível reconhecer meu erro perante aqueles dos quais duvidei quando me relataram o que neste vídeo se documenta. Peço desculpas por ter desconfiado das intenções de seus relatos.

Não tentarei justificar porque errei. Dos erros, há os injustificáveis, ainda que todos sejam assumíveis e, por esta possibilidade, releváveis. Não é o que pretendo aqui, tampouco divulgo esse vídeo numa tentativa de contemporização ou qualquer intenção de exemplificação moral. Isso de lições de moral me seriam tão inviáveis e improfícuas quanto a um político discutir questões científicas com especialistas.

A propósito, lembro a sabedoria popular lusitana imortalizada por Fernando Pessoa, considerando que não se refere à “necessidade” o emprego em “Navegar é preciso, viver não é preciso.” Refere-se à precisão, exatidão. Navegar é uma ciência exata, precisa e indiscutível. Inexplicável a quem não possua rudimentos necessários à sua compreensão. Viver, não. Ou, viveres, sim, podem e devem ser discutidos por todos, sobretudo por políticos que tão pouco conhecem dos meios e das condições do viver de seus eleitores.
 
Não sou nem nunca serei candidato a nenhum cargo político, mas como cidadão considero-me pessoa pública, mesmo sabendo que por quantas vezes se multipliquem minhas regulares msgs de militância eletrônica, jamais terei o poder de influência de um vereador de pequena cidade de interior. Ainda assim não posso me negar à responsabilidade de reconhecer meu erro ao maior número de pessoas possível.

E não o faço pelas pessoas, por meus correspondentes, por aqueles aos quais repassam meus textos ou pelos leitores de onde estes textos sejam publicados. Faço-o por mim mesmo, porque se não o fizer me será impossível continuar escrevendo ou militando minha crença, meu ideais e minha confiança no PT e nos seus candidatos.

Inclusive porque, se não o fizer, serei calado e envergonhado por cada um que me repasse o link desse vídeo, da mesma forma que o recebo agora.

Repetindo, para total compreensão: ser relevável é tão da natureza dos erros quanto se os reconhecer e assumir em tempo para que as razões de se os praticar sejam compreendidas, se compreensíveis. Ou simplesmente esquecidas como um equívoco retratado.

Se não retratado, será mais que um equívoco a cada vez que circule esse vídeo pela internet, seja qual for a intenção porque se o faça. Ou para sugerir a oportunidade de relevância, no sentido de se conceder desculpas e compreensão pelos motivos de um erro; ou para que opositores e concorrentes deem relevância em outro sentido da mesma palavra, destacando o erro cometido e não assumido nem explicado. Ainda que mesmo inexplicável, quando se o assume um erro sempre será compreensível pelas naturais imprecisões do viver.
 
Antes que se assista o vídeo do link: http://www.youtube.com/watch?v=OHyWTFMgS84&feature=related (repetido ao final) sugiro que se inteire da realidade sobre alguns pontos nele mencionados:
 
1 – O primeiro Parecer Técnico contrário à instalação de um estaleiro para plataformas e cargueiros de petróleo no canal da Ilha de Santa Catarina, não foi o do Instituto Chico Mendes, órgão do Ministério do Meio Ambiente. Foi o emitido por Paulo César Simões Lopes, Biólogo, Ph.D., contratado pela própria empreendedora OSX. Algumas conclusões finais negritadas e sublinhadas pelo próprio autor:

“- O empreendimento fará sentir seus efeitos nocivos numa grande área de influência, estando localizado numa zona extremamente crítica...”

“- a magnitude dos impactos são, em boa parte, permanentes e irreversíveis... Sugere-se, fortemente, a relocação do empreendimento... de maneira que os efeitos nocivos não sejam potencializados...”

E, finalizando a última linha do documento: “... considerando assim a proposta da obra na área referente ao Estaleiro BN5 como ambientalmente inviável”

2 – O Promotor de Justiça Arno Richter, do Estado de Santa Catarina, recomendou publicamente aos empreendedores que estudem outras regiões do estado onde já existem complexos portuários e situam-se fora de áreas de baías e enseadas, sem necessidade de dragagem de canal como aqui se pretende. O Promotor sugeriu também que o governo do estado documente impedimento a atividades portuárias de embarcações de grande porte.


3 – Até as declarações documentadas neste vídeo, nenhuma das comunidades cujas atividades profissionais serão afetadas pelo empreendimento, ou suas entidades representativas, assim como nenhum dos proprietários a terem seus patrimônios depreciados ou qual seja a entidades que os represente, como associações de moradores, foi alguma vez consultada pelas autoridades que aí se pronunciam, ou quaisquer outras. Tampouco depois.

4 - Apenas um vereador pelo PCdoB e um candidato à deputado estadual pelo PT têm comparecido às manifestações e reuniões de populares ameaçados pelo projeto. São os únicos que podem identificar quais organizações ou lideranças se compõe, ou não, aos protestos das comunidades de Florianópolis, Biguaçu e Governador Celso Ramos. Nem um nem outro se pronuncia nesse vídeo.
 
5 – Apesar das referências às cabeças de servidores do Ministério do Meio Ambiente, a maior preocupação sobre o que ai se pronuncia não é a incapacidade de compreensão de quais sejam as funções de cientistas e servidores federais. A grande preocupação é com 9 mil pessoas direta e indiretamente relacionadas à pesca, maricultura, gastronomia, comércio e turismo, irremediavelmente desempregadas caso se consiga impor, através da associação de grupos políticos regionais e interesses econômicos alheios ao âmbito do estado, a instalação desse estaleiro no canal da Ilha de Sta. Catarina.

Assim como nas apresentações do projeto da OSX, este vídeo também não trata de previsões sobre presumíveis futuros desastres sociais e ambientais, mas expõe uma evidente tragédia já em curso e contra a qual se espera uma providência do Partido dos Trabalhadores:

Vejam o Video dos Caçadores de Cabeça http://www.youtube.com/watch?v=OHyWTFMgS84&feature=related.
 
 
 
 
 
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26 de jul. de 2010

Sambaqui em perigo!

Foto: Angelita Brandão.



Carta Aberta da ABS
(Associação do Bairro de Sambaqui)


Você já deve ter ouvido falar da instalação do Estaleiro OSX em Biguaçu e deve se perguntar: O que eu tenho a ver com o que acontece em Biguaçu? Neste caso tudo, pois são nossos vizinhos e como vizinhos: o que acontece na casa de um reflete na casa do outro. Estamos apenas separados por essa linda baía que muitos retiram dali o sustento de suas famílias. Você deve saber, também, que será aberto um canal entre Biguaçu e Sambaqui/Daniela e que este empreendimento bilionário irá trazer mais de 3 mil empregos na sua construção. Diante deste quadro de desenvolvimento para a região, talvez você esteja inicialmente se posicionando a favor, afinal, todos precisamos de empregos e desenvolvimento.

Mas, é de seu interesse conhecer as entrelinhas do projeto, aquilo que não ficou bem explicado, o que não pode ser medido por um modelo matemático, pois segundo estudos da própria empresa, os impactos ambientais serão graves e irreversíveis. Como você mora do outro lado do canal, você será afetado diretamente com as ações devastadoras para viabilidade deste empreendimento. Conheça algumas consequências:

1.  Extinção da pesca artesanal: haverá mortandade de várias espécies de peixe (como o linguado) em função da poluição ocasionada pela dragagem do canal que levará quase 1 ano, com posterior dragagens de manutenção; haverá a impossibilidade de colocação de redes de pesca no canal, onde hoje é desenvolvida a pesca de caceio, em função da passagem exclusiva para navios de grande calado.

2. Extinção da maricultura: a água ficará extremamente turva, com partículas venenosas em suspensão (arsênio e outras) e ainda com possibilidade de contaminação por doenças trazidas nos cascos dos navios, muito piores que a “maré vermelha”.

3.  Abalo do turismo gastronômico: as pessoas procuram Sambaqui e região para comer um peixe, uma ostra e apreciar o mar. O pouco peixe e ostra estarão contaminados e o mar altamente turvo e poluído por óleo e outras substâncias tóxicas, além de queda no valor dos imóveis.

4.  Extinção dos golfinhos da baía norte: haverá quebra da cadeia alimentar (falta de comida) e turbulência das águas então contaminadas, os golfinhos morrerão ou migrarão para longe daqui.

5.  Dificuldade de navegação de barcos de passeio, em função do canal exclusivo para os navios.

6. Boa parte dos empregos prometidos pela empresa não serão ocupados por moradores do local, mas por técnicos que virão de fora do estado. Além disto, segundo a EPAGRI, apenas 50% do potencial da maricultura em nosso estado é efetivo, mesmo assim, a maricultura hoje emprega diretamente 3930 pessoas na produção e indiretamente mais de 9 mil pessoas. Uma vocação econômica que hoje, junto com a pesca, proporciona uma quantidade de empregos superior aos prometidos pela OSX e com o dinheiro sendo reinvestido aqui, não na bolsa de valores.

7. Existem outros locais no litoral catarinense que não sofreriam com tamanho impacto ambiental e social, como Imbituba (zona portuária) e que estão dispostos a receber este tipo de empreendimento.

Se você ainda tem dúvidas sobre o impacto deste tipo de desenvolvimento altamente destrutivo e poluidor, imagine que este estaleiro ficará em funcionamento por apenas 12 a 14 anos, e depois? Miséria, poluição, abandono ou outro investimento ainda mais danoso para as águas calmas da baía: refinarias de petróleo e/ou um Porto? Você já teve oportunidade de conhecer a margem oposta de um Porto? Com certeza você irá encontrar manguezais em extinção, águas contaminadas por óleo e muita sujeira.

Será que Florianópolis precisa realmente deste tipo de desenvolvimento devastador da natureza, irresponsável com nossa vocação turístico-econômica e nossa cultura?

Segundo o Instituto ICMbio do Ministério do meio-ambiente “a implantação do estaleiro OSX, na alternativa locacional proposta, impacta três unidades de conservação federais (Área de Proteção Ambiental do Anhatomirim, Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e Estação Ecológica de Carijós), observou-se que o mesmo identifica uma série de consequências irreversíveis e não mitigáveis a estas unidades e a seus objetivos. Ainda pesam contra a instalação do empreendimento no local todos os outros impactos à biota e às comunidades do entorno e a impossibilidade de mitigação de grande parte desses impactos. Por estes motivos o Instituto Chico Mendes (ICMbio) concluiu pela inviabilidade ambiental do empreendimento e recomendou a não autorização na alternativa locacional proposta”.

Por isto, a comunidade do Distrito de Santo Antônio tem a responsabilidade de lutar contra a instalação do estaleiro OSX em Biguaçu. Procure se informar, ler as entrelinhas e as letras pequenas. É a sua vida, da sua família e de seus vizinhos que está em jogo. Tome consciência do problema e decida. Afinal é você quem vai pagar pra ver, ou não.

A ABS convida a todos os moradores da região a esta reflexão. Engaje-se junto conosco na defesa da nossa biodiversidade e qualidade de vida. Poucos lugares ainda possuem o que nós temos, não deixe que gente descomprometida com o nosso lugar mude tão radical e negativamente a nossa vida. Venha debater conosco e ajudar a defender o que nós temos de melhor.


E-mail: absambaqui@gmail.com
Blog: http://www.abssambaqui.blogspot.com/
Telefone para contato: 99162119 / 91353055





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22 de jul. de 2010

Comunidade de Sambaqui diz NÃO a instalação do estaleiro OSX

Preocupados com a ameaça da instalação do estaleiro da empresa OSX em Biguaçu, na Grande Florianópolis, a comunidade do Sambaqui se reuniu ontem, 21.07, para discutir as possíveis consequências do empreendimento.

A reunião foi organizada pela Associação do Bairro (ABS) que contou com a colaboração do Jornalista Celso Martins (titular do Blog Sambaqui na Rede) que através de slides com imagens e texto, mostrou a comunidade, o resultado do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) do empreendimento, focado no impacto da abertura do canal de navegação do estaleiro nas comunidades do entorno da Baía Norte de Florianópolis.

Esse estudo foi baseado no próprio EIA do empreendedor que diz claramente: “por dois anos as espécies nativas da Baía Norte vão desaparecer, dando lugar a espécies invasoras e oportunistas, decorrente da dragagem de um canal de 192 metros de largura por 15 a 17 metros de profundidade.”

Veja o estudo completo no Blog Sambaqui na Rede.



Outro estudo, feito pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão do Governo Federal, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, que após criteriosa análise técnica, observou que o mesmo identifica uma série de conseqüências irreversíveis e não mitigáveis a estas unidades e a seus objetivos.

O ICMBio através de nota aos catarinenses, declara ser contrário ao empreendimento no local proposto para sua instalação (Baía Norte), caracterizado atualmente por uma rica biodiversidade e por atividades de maricultura, pesca artesanal e turismo.

Por um lado o empreendimento promete gerar 4000 empregos diretos, de um investimento de mais de R$ 3 bilhões de reais, por outro, vai desestabilizar milhares de famílias que vivem da pesca e da maricultura e, por extensão, os restaurantes, as peixarias e o comércio local.

Após muito debate, a comunidade decidiu não apoiar a instalação do estaleiro, pois sem garantias reais e sem que a OSX assuma os riscos integrais dos impactos negativos de sua operação, não é possível aceitar que a obra seja licenciada.

Comunidade se mobiliza hoje para participar da última audiência pública que acontece em Jurerê Internacional. Ir vestido de preto com nariz de palhaço e apito.

Estavam presentes também na reunião, representantes do Conselho do Pontal da Daniela e Ruy Wolff, membro do Conselho Municipal de Saneamento, que deram seus depoimentos para conter a execução do projeto do estaleiro.






  







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19 de jul. de 2010

Os impactos do Estaleiro OSX




Por Celso Martins

Dragagem do canal de acesso vai acabar com a pesca e a maricultura. Em troca de quatro mil empregos vão desestabilizar dezenas de comunidades com milhares de famílias no entorno da Baía Norte de Florianópolis. Nossas lideranças políticas, no Parlamento e Executivo, agem criminosamente, por ação ou omissão, e escondem os riscos do empreendimento.

leia mais no blog http://sambaquinarede2.blogspot.com/2010/07/blog-post_19.html






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16 de jul. de 2010

Coisas de Maria João e Festa dos Cancerianos no Baiacu

Coisas de Maria João, recebe nessa sexta, dia 16/07 o Duo formado pela cantora Joana Knobbe e pelo violonista e guitarrista Fernando Bailão.

Os músicos desenvolveram uma linguagem própria: moderna, intimista, instigante e muito brasileira. Explorando a originalidade e a espontaneidade, com uso sofisticado de elementos rítmicos e melódicos, irão compor nesta noite um repertório que inclui, alem de composiçãoes próprias, interpretações de MPB, bossa e jazz.

Saiba mais:
Fernando Bailão
http://www.myspace.com/fernandobailaohttp://fernandobailao.blogspot.com/

Jo Knobbe
http://www.acervodeideias.blogspot.com/





e sábado, 17/07, continua a temporada de Choro e Outras coisas...


Grandes mestres do gênero, além de composições próprias e de artistas locais estarão sendo muito bem representados pelo trio.Dois grandes compositores e violonistas 7 cordas - Luiz Henrique Guedes e Raphael Galcer e o Flautista Bernardo Sens apresentarão belíssimo repertório numa execussão ímpar reunindo esses três instrumentistas de primeira numa formação diferente das outras noites.

Horário: 21h
valor: R$ 5,00Local: Coisas de Maria João, o seu café com cultura.Endereço: Rod Gilson da Costa Xavier (geral do Sambaqui), 1172- Sambaqui FlorianópolisTelefone: 48 3209 9562 .Reservas: 48 9107 4457 ou por e-mail coisasdemariajoao@gmail.com mediante confirmação.




E também neste sábado rola a festa dos cancerainos no Baiacu de Alguém com o grupo Samba de Saia e Bendito Fruto.
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 com a camiseta do Baiacu.



Local: Baiacu de Alguém
Rua Padre Lourenço R. de Andrade, 650, esquina com Rua Senador Mafra Santo Antônio de Lisboa - Florianópolis - SC Fones: (48) 3235-1183 ou (48) 9101-1183


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12 de jul. de 2010

REPASTO DE ILHA PARADISÍACA AO OLEO EM MOLHO DE CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL À MODA DA FLORIDA.

Por Raul Longo


Em breve ninguém precisará ir ao Golfo do México para assistir e experimentar um bom e gigantesco desastre ecológico. Está sendo preparado com bastante dedicação e será servido aqui mesmo, em Floripa.

Não na Florida, Flo-ri-pa! Ou, como carinhosamente chamavam os turistas argentinos: Flório.Chamavam. Não chamarão mais. Afinal, não haverá mais qualquer razão de carinhos. Como Santos, a cidade do litoral paulista que muitos se orgulham por ser o maior e mais movimentado porto do Brasil, onde entram e saem as grandes riquezas da nação.

Mas quem consegue ter carinho por um horizonte de cargueiros e praias de areias tingidas de fuligens e dejetos náuticos?Não confunda Floripa com Florida, nem esportes ou passeios náuticos com o que estamos falando, pois não falamos de windsurfe, barcos a vela, veleiros, escunas e saveiros. Tampouco falamos de iates ou elegantes transatlânticos.

Estamos nos referindo a petroleiros, cargas gigantescas de óleo. Óleo igual aquele do Golfo do México.Calma! Nada de pensar em catástrofes. Aquilo lá foi uma falha técnica na plataforma a kms da costa. Não foi nenhum erro de prospecção da empresa contrata para análise das condições ambientais do local a ser implantada a extração.

Alarmistas já cogitam a possibilidade de ter sido a mesma empresa norte-americana contrata pela OMX para os estudos das condições ambientais do estreito e tranquilo canal marítimo que separa a Ilha de Santa Catarina do continente. Mas afora a idêntica nacionalidade, na verdade ainda não há nada que confirme tal cogitação.

Certo é que, segundo a OMX, os experiente técnicos da tal empresa passaram cerca de 10 meses ou exatamente um ano monitorando todos os movimentos de marés, ventos, correnteza e demais variáveis entre as quatro estações climáticas. E concluíram que o local é propício.Propício a quê? Para mim, quando conheci essa baía norte, achei propício para viver, como tantos outros que também escolheram viver às margens desse canal. Garanto que, como eu, não imaginavam a possibilidade de acontecer o furacão Catarina.

Quem iria imaginar, mesmo com um ou dez anos do mais rigoroso monitoramento, que um dia ocorreria um furacão em qualquer parte do Brasil? Se fosse possível imaginar o vazamento do Golfo do México, a população e o governo da Florida não se arriscariam ao desastre que hoje quase supera a arrecadação de toda a história daquele estado.

Só louco se aventuraria a possibilidade da rabeira do Catarina, como tive de enfrentá-lo aqui! Felizmente não havia nenhuma British Petroleum por perto, mas o amanhã ninguém sabe e já que aqui estou e na natureza ninguém manda nem prevê, apenas me resta rezar a Zéfiro e Euro, os deuses dos ventos de Homero, para que não assoprem minha Tróia do mapa.

Mas saindo da linha das imprevisibilidades catastróficas e quiméricas, vamos ao concreto, real, sólido, firme como o ferro das plataformas petrolíferas a serem construídas pelo estaleiro da OMX nas tranquilas águas do canal da Ilha de Santa Catarina, frigida em fogo alto pelo gourmet Eike Batista.

O aroma exalado promete e já reuniu os primeiros convivas à mesa, lá em Brasília, todos com aquela fome típica de vésperas de eleições. Apreciem a experiência e destreza do maitre! Vejam como conhece os paladares de seus comensais! A ponto de reunir, em perfeita harmonia e numa mesma mesa, aqueles que daqui a pouco estarão acusando ao que for eleito, pela indigestão que previsivelmente provocará o acepipe.

Não! Não voltamos às previsões catastróficas, pois se sabe perfeitamente que os que estão à mesa não correrão esse risco. A congestão ficará por conta dos que aguardam ansiosos e não veem a hora de raspar o fundo da panela dos 3.500 empregos para instalação e 4.000 para operação, prometidos pelo empreendimento.

E o bom anfitrião também promete que aguardará pacienciosamente, com todo affaire, a especialização da população local através de cursos gratuitos oferecidos pela própria OMX.

Não é uma maravilha? Da rede de pesca, das lanternas de maricultura, dos serviços de hotelaria, e outras atividades tradicionais da região; ao cartão de ponto para à solda, o andaime, a aplicação de anticorrosivos, tintas, solventes, aditivos e outros fluídos. Simples assim: aditivos e outros fluídos aqui nas tranquilas correntezas onde se espraiam as águas do Oceano Atlântico, junto a manguezais e estuários, berçário de fauna e flora que faz desta região um paraíso.

O Ministério do Meio Ambiente ainda não decidiu, mas pelo tamanho da fome e voracidade dos nobres e ansiosos comensais, podemos considerar que paraíso já foi. Praticamente já não é mais. Pois paraíso é como dizia meu amigo Polé: “enquanto não pensarem o ambiente por inteiro, não haverá meio algum”.

Da sopa ao mel, faz lembrar os mesmíssimos argumentos em defesa do Floripa Shopping instalado no mangue do Saco Grande com promessas de emprego à comunidade do bairro do Monte Verde. De fato, estão todos lá trabalhando: de faxineiro, guarda noturno, cozinheira, porteiro e atividades similares. Mocinhas bonitas como recepcionistas, vendedoras, promotoras e engravatados gerentes chegam de carro, vindos de bairros menos próximos, como Agronômica, Centro, Canasvieiras, por aí.

De onde virão os técnicos, engenheiros, administradores, especialistas da área que aqui nunca existiu? Os fornecedores, serviços correlatos, terceirizados e demais de instantânea demanda?

São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre. Até da Florida ou qualquer outra parte deste vasto mundo globalizado. Todos convidados ao grande banquete!Alojamento e hospedagem não é problema. É só desengavetar o projeto do prefeito de Florianópolis e vamos lá aos prédios de oito andares em cada praia, à beira-mar. 8? Será pouco. Que tal 12?

E o escoamento do tráfego da população duplicada? Duplica-se a estrada, as avenidas, a Beira Mar. Duplica-se a Ilha! E tome mais aterros, túneis, pontes e viadutos! Afinal, há que se pensar nos desabrigados que chegarão depois dos morros tomados, das novas favelas montadas. E estes retardatários de todos os grandes e abruptos movimentos e concentrações populacionais, precisarão ir pra debaixo de algum lugar.

Em compensação, aumentam as riquezas, as compras, ofertas e procura. Arrecadação e especulação. Novos templos do comércio: lojas, magazines e mega shoppings igualzinho São Paulo, igual Nova Iorque até! Seremos uma Manhattan!

O Floripa Shopping, junto com o Shopping Iguatemi e outros empreendimentos igualmente previdentes como o Estaleiro da OMX, deram na Operação Moeda Verde, com Polícia Federal e tudo. Mas no repasto oferecido pelo Eike Batista, embora todos da mesma quadrilha estejam envolvidos, há novos convidados que garantem a lisura do processo. Se não exatamente isso, ao menos a segurança contra futuros incômodos, pois sabem como são os empreendedores e seus interesses: detestam ser incomodados.

No final da festa, haja detergente para lavar a louça suja! Mas façam a digestão sossegadamente porque a natureza levará alguns séculos ou milênios para limpar tamanha sujeira com a qual teremos de aprender a conviver. E ainda há quem, em defesa do meio ambiente, reclame de uma latinha de cerveja boiando na praia!



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