7 de jun. de 2011

11 de mai. de 2011

Campanha de donativos de móveis para o Casarão da Ponta

A Associação de Bairro de Sambaqui (ABS) desenvolve uma campanha de donativos de móveis antigos em condições de uso, para serem usados no recém restaurado Casarão da Ponta. Cadeiras, bancos e banquetas, mesas grandes e pequenas, além de armários e prateleiras podem ser úteis.

O Casarão acabou de reabrir, está abrigando a Cooperativa das Rendeiras de Sambaqui e diversos artesãos que precisam destes móveis, Outros usuários do imóvel e, sobretudo, os visitantes, também precisam ser melhor recebidos. Os móveis doados serão reformados ou restaurados, conforme as características de cada um, e tombados como patrimônios da ABS.

O ideal é que os móveis combinem com um imóvel de 1854 e em cuja restauração se tratou de manter as características originais. As pessoas interessadas podem entrar com contato com Rodrigues Viana pelo telefone (48) 9135 3055 ou através deste e-mail.
 

19 de abr. de 2011

Convite ABS

25 de mar. de 2011

Concerto pelo Japão - TAC - 30/03 - 20 horas



Ola, aqui é Masami Ganev, a Japonêsa, a cantora lírica da cidade de Florianópolis..

No programa, alem do maravilhoso e famoso pianista Alberto Heller, vai ter os solistas da Camerata Florianópolis. Também terá participação do coro profissional Polyphonia Khoros no qual faço parte já uma decada.

Penso em eu cantar canções japonêsas, umas arias de ópera bem famosa, e uma peça solo do Alberto, outra peça solo do violinista Oliver Yatsugafu que acabou de terminar o doutorado pela Universidade da Geórgia (EUA), Duetto da brilhante jovem violinista Waleska e do violoncelista Anderson que chegou recentemente da europa após anos de estudo e concertos. Também terá famosa ária de Habanera de Carmen, até emocionante Lacrimosa do Requiem de Mozart.

Esse concerto fuciona assim, você compra ingresso de 30 reais no qualquer ponto de venda citado no cartaz, e tem direito de assistir um concerto de qualidade. E 100% do valor do ingresso vai para os afetados atravéz da cruz vermelha. (Você poderá conferir comprovante de depósito no website do Jurerê Classic posteriormente)
Para que isso aconteça, muita gente está trabalhando voluntariamente. Todos músicos, pessoas da produção, ninguem terá um centavo de remuneração.

Aqui vai o cartaz maravilhoso que a talentosa Mariana Barardi ofereceu fazer voluntáriamente. Jurerê Classic vai arcar com o custo do impressão de cartaz que não foi barato. Mas acho fundamental para o sucesso do concerto.

E meu esforço não é nada comparado ao sofrimento que muitos japoneses estão tendo.

Quer ajudar os afetados?? Vamos???

Conto com seu apoio, divulgue e compareça!
Beijos e obrigada novamente!
Aguardo vocês no concerto!!!

Masami Ganev
Cel.8822-4432

1 de mar. de 2011

Boi-de-mamão de Sambaqui grava para o SESCTV - SP

Euclides Dutra
(ex Presidente  da ABS e
ex- coordenador do boi-de-mamão).
No último sábado, 26.02.2011, o boi-de-mamão de Sambaqui, mantido pela Associação do bairro (ABS), participou da gravação para o programa “Coleções” do SESCTV São Paulo.

O programa Coleções é formado por várias séries temáticas, com foco nos principais elementos da cultura brasileira. Saiba mais.

A 2ª edição da série que tem como tema os "Autos Populares", destaca o boi-de-mamão, tradição folclórica presente nos municípios do litoral do Estado de Santa Catarina, principalmente na capital Florianópolis, onde encontra-se o maior número de grupos.

Músicos do boi e equipe da Giros.
Para representar o boi-de-mamão do Estado, foram escolhidos os grupos de Sambaqui e do Pantanal, ambos localizados em Florianópolis.

O programa Coleções é uma produção da Giros Interativa do Rio de Janeiro para o SESCTV São Paulo. O programa vai ao ar em meados de abril e pode ser sintonizado via satélite, por assinatura através do canal 3 da Sky (ver programação) e através do satélite B3 pela Oitv, canal 28 (ver programação).    
 
Eduardo Roberto Machado
(vaqueiro Mateus do boi-de-mamão).

     
Veja as fotos da gravação do programa (imagens Angelita Brandão).




21 de dez. de 2010

Natal em Santo Antônio de Lisboa



- 15/12, quarta-feira, QUARTETO LÍRICO DO ESTÚDIO VOZES! Rute Gebler, Schafer Junior, Claudia Todorov, Giovane Pacheco, e o piano de Ricardo Ferraro Moritz.
A apresentação acontece as 21h, no Centro Histórico de Santo Antônio.


Logo após acontece a CEIA DE NATAL COMUNITÁRIA. As 22h, nos decks da praia.

- 17/12, sexta-feira, SERENATA DE NATAL. Tayone Mandelli e grupo vocal das oficinas do Baiacu. As 21h, apresentação nas casas históricas do bairro.

- 18/12, sábado, MISSA DA COMUNIDADE as 18h30, e DESFILE DE NATAL EM CARROS DE BOI, as 20h na rua da praia.

- 19/12, domingo, "Fados Ao Piano", com Mario Moita. As 20h, no Centro Histórico.


- 24/12, sexta-feira, MISSA DE NATAL. As 20h30, na Igreja N.Sa. das Necessidades.


Promoção: AMSAL - Associação de moradores de Sto. Antonio de Lisboa

Apoio: Prefeitura Municipal de Florianópolis, Clube Avante, Associação Cultural Baiacu de Alguém, Cons. Com. da Barra do Sambaqui.

16 de dez. de 2010

Cerveja Falada

8 de dez. de 2010

Grupo Projeto Resgate



O grupo Projeto Resgate, de Porto Alegre, estará se apresentando neste sábado aqui em Florianópolis.


Serão 3 apresentações:

15h - Travessa Ratclif, no Centro;

18h - Praça 11, em SJ;

23h - Vigia do Casqueiro, na Barra da Lagoa.


O grupo pode ser visto no Youtube:
http://www.youtube.com/watch?v=NKjbki8RaPY


O Projeto Resgate, fundado em 07/09/2008, é uma união de músicos e amigos admiradores do samba tradicional (samba de morro, samba de roda, samba de terreiro, época do rádio). A idéia principal é - através da execução de um repertório musical baseado em pesquisas - tocar sambas utilizando, dentro do possível, técnicas, idéias e valores dos fundadores e bambas do gênero. Por isso, o Projeto Resgate não se propõe à inovações, pelo contrário, o fundamental é manter o espírito da música que representa um dos aspectos mais importantes da cultura brasileira, ou seja, o samba. Sempre enaltecendo sambas das velhas-guardas como: Portela, Salgueiro, Mangueira, Estácio, Império e outros, buscando o seu formato original no momento da execução, desde o apito inicial até a última marcação. Desta forma, cada escola é representada com respeito e reverência.

Ao longo do tempo, o Projeto Resgate realizou e diversas rodas, incluindo a participação de outros grupos e artistas, como Central do Samba (RS), Núcleo de Samba Jequitibá (SP), Império Serrano, Moacir Luz e Gabriel da Muda, Nei Lopes e Rui Quaresma, entre outros.

Desde o início de 2010, o projeto realiza suas rodas na Galeria Dois Pontos, espaço cultural que integra livraria, café e outros eventos na área de cultura e conhecimento. As rodas acontecem sempre no primeiro sábado de cada mês.

Caso chova, somente não haverá samba na Travessa Ratclif, por ser um local aberto. O Praça e o Vigia estão confirmados!


Fonte: http://arturdebem.blogspot.com/

23 de nov. de 2010

Celso Martins

O blog Fala Sambaqui parabeniza o jornalista Celso Martins, titular do blog Sambaqui na Rede, pelo seu aniversário.

Felicidades Celso!







17 de nov. de 2010

OSX desiste de instalar o estaleiro em Santa Catarina



SENSO X CONTRASSENSO
MAIS UMA VITÓRIA DE FLORIANÓPOLIS

por Raul Longo
 
 
Viver em Florianópolis é conviver num constante embate entre senso e contrassenso. Mal se descansa de uma luta para evitar um absurdo a ser acometido pelas autoridades contra o bem estar comum e já se vê em novas reuniões, discussões, manifestações.

Assim foi nos tempos da ditadura, quando a Marinha resolveu privatizar a Ponta do Sambaqui, uma área pública constituída por um bosque de Pitangueiras onde as famílias vindas de outros bairros se reúnem nos domingos de verão, aproveitando à sombra das árvores à beira do mar.

Além desta função que a identifica como patrimônio público, a Ponta do Sambaqui é um sítio arqueológico. Não pesquisado, mas é.

Geologicamente também chamada de berbigueira, caieira, caleira, mina de sernambi, ostreira, samauqui, sarnambi; sambaqui é um depósito de origem natural que através dos tempos vai constituindo terraços de diversos agentes geológicos, sobretudo cascas de moluscos, conchas.
 
Deduzem alguns paleontólogos que em busca da eternidade os pré-históricos que ocuparam a América do Sul desenvolveram um processo rudimentar de mumificação, enterrando seus mortos nesses sítios onde a grande presença do cálcio das conchas dos moluscos impediria a corrosão dos esqueletos. Outros não são tão confiantes nessa observação e consideram mais provável uma mera coincidência e consequência provocada porque esses sítios que se espalham por toda a costa atlântica e à beira de rios, seriam os mais propícios para a subsistência coletora daqueles primórdios da humanidade. Vivendo onde pudessem satisfazer a dieta de moluscos catados, ali também enterravam seus mortos.

De qualquer forma, como em todos os cultos funerários das mais antigas culturas, junto aos mortos sepultavam seus pertences: ferramentas, utensílios e objetos de pedra, e até alguns objetos cerâmicos.

Em diversos estados brasileiros há sambaquis pesquisados por arqueólogos. No Maranhão há um muito importante e mesmo nas propriedades particulares se é obrigado a ceder o acesso à pesquisa desenvolvida por instituições universitárias, como a da USP que anualmente deslocada uma equipe de professores e alunos para a Ilha do Mar Virado, no litoral norte do estado de São Paulo, em Ubatuba, uma concessão da Marinha ao empresário da Tigre, a indústria de tubos e conexões.

Ali no Mar Virado a condição para a manutenção da concessão da ilha não só é a hospedagem da equipe de arqueólogos, como inclusive a responsabilidade pelo impedimento de qualquer outro acesso ao local demarcado de pesquisa, inclusive aos ocupantes da ilha. Mas em Florianópolis a Marinha resolveu ceder a península que forma a Ponta do Sambaqui para o capital privado empreender ali um hotel. Evidente desastre que poluiria e destruiria um dos mais paradisíacos recantos da Ilha de Santa Catarina, sobretudo pela falta de sistema de coleta de esgoto que inevitavelmente seria despejado ao mar, pois trata-se de uma península com uma entrada que não tem 20 metros de largura.

Para que as autoridades da época pudessem enxergar o óbvio, foi preciso muita briga e muita luta da comunidade do Sambaqui, o que gerou a criação da primeira Associação de Moradores do Município de Florianópolis. Nessa luta se formou uma das comunidades mais guerreiras da cidade.

Mas a população de Florianópolis protagonizou muitos momentos de grande bravura popular, como em Novembro de 1979 quando estudantes e trabalhadores cercaram a comitiva do então ditador João Batista Figueiredo acompanhado pelo interventor Jorge Bornhausen. Quase todos da comitiva ditatorial iam apanhando da multidão e só foram salvos pela intervenção da Polícia Militar com ajuda da Polícia do Exército.

Ainda hoje relembrado com muito orgulho pelos catarinenses como a Novembrada, o episódio deu início a queda da ditadura que culminou com o Movimento das Diretas Já iniciado por Lula da Silva em Diadema e logo desenvolvido por Teotônio Vilela nas Alagoas. Mas ainda sem o nome de Diretas Já, foi o movimento da população de Florianópolis que deixou claro aos militares que o contrassenso da ditadura já estava com os dias contados.

O próprio nome da cidade resulta de um contrassenso e de um embate desses. Além de massacrar os líderes revoltosos aprisionados na fortaleza da ilhota de Anhatomirim, se impôs à antiga Desterro uma eterna homenagem a Floriano Peixoto, o tirano milicanalha contra o qual aqui se revoltava.

E se perpetua o estigma. Se mensura o tempo pelas lutas e mobilizações populares para manutenção de algum senso de lógica. É comum se ouvir as pessoas comentarem terem se conhecido em uma ou outras dessas lutas em que se envolvem os cidadão para conter os desmandos dos políticos.

Por vezes se fica em dúvida se uma amizade surgiu na briga contra o prefeito quando quis elevar a cota de andares permitidos às construções de edifícios, ou na outra para impedir que a companhia de saneamento do estado desviasse a verba do PAC economizando no destino do sistema de esgoto implantado, para despejá-lo no rio mais próximo. 

Nesse último caso, um exemplo típico foi o de quando o diretor da estatal afrontou a comunidade afirmando que o esgoto seria jogado no rio “Nem que for na marra”. Convocou-se ministros e técnicos de Brasília e hoje há uma comissão formada para buscar a decisão mais acertada, mas a rede de esgoto, já implantada, não promoverá o contrassenso de poluir a desembocadura do maior rio da Ilha de Santa Catarina, nem mesmo na marra, porque aqui só quem faz marra é a multidão.

Costumo dizer que em muitos aspectos essa Ilha é um continente. Mas em outros parece um hospício onde os doentes tomaram a direção e a população constantemente tem de adverti-los para não porem fogo e destruírem tudo. E se esses alienados que detêm o poder contam com o incondicional apoio da mídia local monopolizada pelo grupo RBS, por outro lado os sadios tem contado com significativo apoio dos Ministérios Públicos. Tanto o Estadual quanto o Federal.

Mas para ter ideia do que é o poder que controla este estado, basta lembrar que é o único do país onde ainda hoje não se respeita a determinação constitucional e não se criou uma Defensoria Pública. De todo o Brasil, apenas Santa Catarina! Tais fatos provocados pelo controle político da eminência parda de Jorge Bornhausen, muitas vezes nos faz sentir mantidos nos anos de chumbo do século passado. Apesar de ser um dos estados mais ricos do país e se localizar na tão decantada região sul, em termos democráticos Santa Catarina é um dos estados mais atrasados do Brasil.

Talvez por esta razão o empresário Eike Batista se imbuiu de tanta certeza em emplacar suas pretensões de obter financiamento para instalação de um estaleiro, com objetivos paralelos ainda não revelados, mas que se evidenciam no comunicado da desistência da implantação do megaestaleiro no canal da Ilha, ao afirmar que: “O Grupo EBX estuda o desenvolvimento de outros empreendimentos para a propriedade em Biguaçu, reafirmando assim o seu compromisso com o Estado e a população de Santa Catarina.”

Blablablá à parte, o que não se ignora é que há muito tempo Eike Batista adquiriu a área onde pretendia instalar o maior estaleiro latino-americano. Muito antes da descoberta do Pré Sal. E também se sabe que a área total corresponde ao dobro de seu megaprojeto de estaleiro. Afora isso, também não é segredo que o empresário tinha e continua tendo outras opções no estado que não provocariam o mesmo caos social e ambiental a ser provocado pela localização em Biguaçu, além do considerável menor custo de instalação com imediata viabilidade.

Mister X revelou seu truque para uma plateia que estará muito atenta à natureza dos outros empreendimentos para a propriedade em Biguaçu. Se não forem tão nocivos e impactantes às águas da baía que conforma o canal entre a Ilha e o continente, não haverá indisposição em assistir as mágicas do bilionário. Do contrário, já sabe que não adianta contratar ajudantes para distrair a atenção do público na tentativa de fazer desaparecer as comunidades e atividades tradicionais desta população.

Desta vez, além dos Promotores dos Ministério Público, tanto do Estadual quanto do Federal, sempre pautando pelo bom senso e no combate ao contrassenso junto com a população, temos muito a agradecer aos técnicos do ICMBio.

Lamentamos, e muito, o contrassenso dos políticos. Não de todos, pois estamos acostumados a maioria deles e não era de esperar qualquer postura de real defesa dos interesses do povo de Santa Catarina; mas o contrassenso daqueles de quem mais esperávamos a defesa dos interesses das classes mais populares de trabalhadores desta região: pescadores e maricultores, foi bastante depcionante.

Esperamos que ao menos reconheçam ter provocado e promovido inúmeros outros contrassensos, como os daqueles que já adiantavam culpabilidades ao governo federal com afirmações estapafúrdias e sem qualquer embasamento ou fundamentação, como a de que Lula seria sócio do Eike Batista, ou de que Lula e Dilma busquem desenvolvimento a qualquer custo.

Aos que usavam dessas acusações vazias para brigar contra o empreendimento, desejamos que em próximas lutas sejam capazes de reconhecer quanto tais posturas são improducentes quando não contraproducentes.
Se a esses faltou perspectiva, também é preciso reconhecer que foram enganados pelos primeiros, os que, sendo de Santa Catarina e próximos ao governo através do PT, anunciaram que a Ministra do Meio Ambiente haveria desconsiderado o parecer técnico, transformando a questão em decisão política.

E aí também me enganaram e também minhas perspectivas sobre o caso se distorceram, chegando a escrever desaforos à Ministra. Agradeço às técnicas do ICMBio cujos nomes me comprometi não revelar e que me alertaram sobre essa falácia. Mas se a realidade resgata a imagem da Ministra, à quem me desculpo, ainda mais chafurda a dos mentiram sobre a real posição de Izabella Teixeira, comprometendo-a injustamente perante a opinião pública.

Mas há um político que merece um desagravo pela repreensão de sua nota pública de discordância ao estaleiro. O presidente de seu partido no estado reclamou por Nildomar Freire não ter consultado o diretório estadual. Nildão fez é muito bem em consultar as bases e os trabalhadores, pois o seu partido não é o PD, o Partido dos Diretórios. Seu partido é o PT, o Partido dos Trabalhadores. Quem não consultou os trabalhadores que o fizesse. Ou que procure os que representam outras classes.

E do PT agradeço a todos os blogs que publicando os textos sobre o estaleiro, a judaram a levar as informações sobre esse contrassenso por todo o Brasil. Todos os blogs e listas de apoiadores do governo Lula e da presidente Dilma, sobretudo ao Beatrice do Maranhão, à Rede Castorphoto de São Paulo, a Tribuna da Internet e ao “Quem Tem Medo do Lula” do Rio de Janeiro que muito torceram, apoiaram e divulgaram a luta catarinense. A minha amiga Lila de Brasília (não posso dizer exatamente da onde, mas é você mesma Lila Verão!) E ao Marco Lula por indicar meu textos sobre o tema do estaleiro ao portal Dilma na Rede.

A força tarefa suprapartidária em prol de Eike Batista precisou invadir o gabinete da Ministra Izabella para tentar transformar o processo em questão política, e vocês nos ajudaram a lutar politicamente para manter a decisão técnica do órgão federal de regulação ambiental.

E agradeço também as palavras de incentivo de correspondentes do PSOL e do PV. Inclusive a da correspondente do DEM ou PSDB que nesta questão em particular encontrou um ponto de concordância comigo, sem cair no contrassenso dos que tentaram me convencer que a ameaça do estaleiro seria consequência de um governo inconsequente ou irresponsável.

Mas apesar desse contrassenso, a esses também se deve valorizar a participação na luta. Talvez doravante consigam entender com maior clareza o processo e aprendam onde encontrar aliados com bom senso e acima dos conceitos montados ou fabricados.
E por falar nos pré conceitos, há que se agradecer e aplaudir a comunidade do Jurerê Internacional que enfrentou inclusive seus antigos aliados da RBS e do Diário Catarinense com muita galhardia, arrostando-lhes a evidência da canalhice.

Haverá despeitados que dirão que só vencemos o bilionário Eike Batista porque vocês também são ricos, mas sabemos bem que isso é falácia e os admiramos por irem às ruas como multidão e como multidão carregar faixas e vaiar a Polícia Naval quando prenderam nossos maiores heróis nessa luta. Uma luta que começou aí do vosso lado, através da comunidade da Daniela.

E é preciso lembrar que foi a comunidade da Daniela que iniciou essa luta contra Eike Batista. Dos de Santa Catarina citei apenas os nomes do Nildão, porque foi individual e politicamente muito prejudicado no apoio que nos deu, e não quero citar o de mais ninguém para não ser injusto com tantos, mas preciso lembrar aqui, como exemplo, um diálogo entre Paulo Monteiro, o diretor da OSX e uma brava companheira da Daniela. Ao se encontrar frente a frente com a companheira num momento da audiência pública, Paulo tenta um sorriso e ruge: “Você é uma pedra no meu sapato”. Sem sorrir, ela decepa: “Então você vai ter de amputar o pé!”

Da comunidade do Sambaqui e Sto Antonio de Lisboa nem preciso dizer nada. Nosso Boi, nossa Bernunça e o Baiacú de Alguém dispensam palavras. Mas quero agradecer o apoio e as informações do Sambaqui na Rede, a divulgação do Fala Sambaqui, e o Estala Estaleiro do Portal Desacato.

Hoje ganhamos uma guerra em que muita gente nos acreditou vencidos já no início, embora nós todos nunca duvidássemos disso de nosso bom senso em lutá-la. Nunca duvidamos de que a multidão derrota o bilhão. Nunca duvidamos de que não há exercito maior e mais do que o da multidão. Nem aqui e nem em Honduras.

É verdade que as amigas do ICMBio me tranquilizaram bastante já naquela audiência pública em que tentaram nos coibir e constringir, mas o dinheiro e as forças políticas bem poderiam ter pervertido o essencial sentido técnico da decisão, para a qual esta nota da OSX abaixo se faz uma saída honrosa, ou menos constrangedora.

Talvez conseguissem reverter, mesmo a contragosto da Ministra, obrigando o governo a aceitar pressões dos políticos catarinenses, com opinião pública manipulada pela RBS. Daí a grande importância de nossa luta que inviabilizou as tentativas e manobras nesse sentido, como quando conquistamos os passageiros da dezena de enormes ônibus de auto luxo para colher a gente pobre da periferia de Biguaçu que deveria fazer clack à OSX na audiência em que nos coagiam com teleobjetivas, tentando nos amedrontar com outra dezena de guarda-costas; mas ao final a clack da OSX aplaudiam nossas falas.

E nessa luta, tivemos um herói muito simbólico. Se há um momento em que pudemos ter certeza de que a partir daquele momento ganháramos a luta, foi quando a Polícia Naval conduziu nosso Pescador para a Capitania dos Portos.

A luta foi grande e vencemos o homem mais rico do país. Isso tem de ficar nos anais da história dessa região e desta cidade. Isso merece um marco, uma comemoração para que as futuras gerações jamais esqueçam do poder da multidão. E sugiro que ali, onde a Polícia Naval nos devolveu nosso herói, a ele seja erigido um marco. E que nele se inscreva: “Aqui, em tal data, um manézinho pescador desta baía fez o homem mais rico do Brasil tomar senso e ir embora desse canal!”

E quando outro voltar com novos contrassensos, a gente leva ate ali e mostra para ver se adquire um pouco de senso e não nos dá tanto trabalho.

Até a próxima luta, torcendo para que algum dia tenhamos melhores políticos para eleger no estado.

 ***

Mais Informações:

Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis
http://baiasdeflorianopolis.blogspot.com/

Porto Gente
http://www.portogente.com.br/comente/index.php?cod=35938


Sambaqui na Rede
http://www.sambaquinarede2.blogspot.com/

16 de nov. de 2010

7 de nov. de 2010

Barqueata contra Estaleiro OSX foi reprimida pela Polícia Naval

Por Celso Martins


(Florianópolis-SC) - A Marinha do Brasil através de sua Polícia Naval reprimiu a barqueata contra o Estaleiro OSX, realizada nesta sabado (6.11) pela manhã nas águas da Baía Norte de Florianópolis e na principal avenida da cidade, a Beira-Mar Norte, região central da capital catarinense. Poucos minutos antes da chegada da barqueata integrada por pescadores de São Miguel (Biguaçu) e de Governador Celso Ramos, a Polícia Naval aguardava nas proximidades do trapiche em reconstrução. Ao avistarem a primeira leva de embarcações na altura de Cacupé, os políciais se deslocaram num bote inflável na direção da barqueata.


"Metade do pessoal que estava com a gente desistiu e retornou por causa da ação da Marinha", reclamou publicamente o pescador Jonas Oscar Pereira, cujo colega, Rodrigo Machado, teve a embarcação apreendida e conduzida à sede da Capitania dos Portos de Santa Catarina, nas imediações da cabeceira continental da ponte Hercílio Luz. Rodrigo terá que retornar em dois dias para prestar depoimento e saber o valor da multa recebida. (Confira abaixo o auto de infração).


O ato repressivo da Marinha do Brasil aconteceu enquanto lideranças comunitárias e ambientalistas usavam um microfone para expor os motivos do ato. O oficial da reserva da Marinha e engenheiro naval Joel Guimarães de Oliveira usava o microfone quando a Polícia Naval passava pela frente do trapiche da Beira-Mar escoltando a embarcação de pesca de Rodrigo Machado. Ex-diretor de estaleiros e residente em Jurerê Internacional, Joel considerou a iniciativa arbitrária e duvidou que o comandante da Marinha do Brasil, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, "tenha conhecimento disso". A ordem para reprimir a barqueata contra o Estaleiro OSX foi dada pelo capitão-de-mar-e-guerra Marcelo Santiago Garcia, comandante da Capitania dos Portos de Santa Catarina.

O advogado Eduardo Lima, morador da Daniela, seguiu com integrantes do Movimento em Defesa das Baías de Florianópolis para a Capitania dos Portos, tendo acompanhado a ordem de apreensão da embarcação e e aplicação da multa. Em seguida o pescador Rodrigo Machado foi levado pela Polícia Naval até o local da manifestação da avenida Beira-Mar Norte: enquanto a Marinha recebeu vaias e ouviu palavrões, o pescador chegou aplaudido pelos manifestantes. "Nunca havia sido abordado antes por esse pessoal", disse.

O ato contra o Estaleiro OSX contou com infraestrutura de som e barraca instaladas por volta das 9h30. Aos poucos começaram a chegar os manifestantes. Os oradores foram se revezando, esperando a chegada da barqueata iniciada em São Miguel (Biguaçu) e Governador Celso Ramos e engrossada no caminho por pescadores da Ilha, seguindo em levas de cinco a seis embarcações. Com a ação repressiva da Marinha do Brasil, a barqueata se dispersou. A movimentação foi acompanhada do alto por um helicóptero. O prefeito de Biguaçu, José Castelo Deschamps, estacionou seu veículo junto aos manifestantes e ficou observando. Depois foi embora. Os participantes do ato também foram fotografados por desconhecidos.




28 de out. de 2010

Barqueda "OSX em Biguaçu NÃO!




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7 de out. de 2010

17 de set. de 2010

Asas à imaginação: laser a favor da criatividade

Corte preciso transforma em realidade projetos de arquitetura e decoração com riqueza de detalhes 

Arquitetos, artistas plásticos e designers se esmeram na hora de desenvolver novos projetos, sempre buscando surpreender o público com trabalhos originais, sofisticados e com acabamento primoroso. Os detalhes desenhados no croqui, se bem executados na etapa de produção, podem fazer toda a diferença e transformar um simples objeto decorativo em uma charmosa obra de arte.

Com a evolução das técnicas de corte a laser, a indústria de arquitetura, arte e decoração passou a ter um novo aliado na criação de peças mais complexas, que demandam maior precisão na hora de delinear detalhes e acabamentos. Projetos antes inviáveis por meio de outras formas de produção, agora encontram no laser a oportunidade de serem fabricados com qualidade e rapidez.

O uso do laser como ferramenta de corte é extremamente versátil, podendo ser utilizado em matérias-primas variadas. Peças inteiras de madeira, MDF, acrílico, PS (plástico poliestireno), couro, tecidos e até mesmo papel são esculpidas com a mesma perfeição, e dão vida a réplicas perfeitas dos objetos que só existiam no imaginário de seus criadores.

Murilo Alexandre Fendrich, engenheiro de materiais e um dos sócios da Artelaser, localizada em São José, afirma que a demanda do mercado não se restringe apenas a produção de peças usadas na ambientação de interiores. “Além de produzirmos objetos de decoração, painéis e peças menores, como brindes e miniaturas, trabalhamos também com planos de maquetes por meio do corte e gravação de peças inteiras de até 1,2 x 2 metros. O resultado são maquetes que reproduzem fielmente seus projetos de origem, com estética impecável e que, inevitavelmente, agregam valor ao empreendimento representado pelo impacto causado nos futuros compradores”.

Antes do aperfeiçoamento das técnicas de corte a laser, os modelos em miniatura, por exemplo, eram produzidos por máquinas com tecnologia defasada ou manualmente por artesãos, o que os tornavam onerosos e encareciam seu preço de venda ao consumidor final. Hoje, o artista cria o desenho e, com o auxílio de um software, realiza os últimos retoques e o envia para produção. Estes objetos tão delicados se transformam em realidade diante das máquinas e podem ser produzidos em série, sem riscos de surpresas desagradáveis no momento da entrega.

Luminárias adquirem personalidade com desenhos vazados, placas de MDF se transformam em miniaturas fiéis de árvores e flores, porta guardanapos levam irreverência a mesa ao ganharem o contorno de graciosos bichos de estimação. Não importa o material usado. Qualquer criação, com a forcinha do laser, pode ganhar um espaço especial na decoração de casa.
 
 
Grayce Rodrigues
Apoio Comunicação + Marketing
grayce@apoiocomunicacao.com.br
Fone: (48) 3223.4647 / 9162.1206
 
 

14 de set. de 2010

Consultoria da OSX é autuada por omissão

A Caruso Junior Estudos Ambientais & Engenharia, contratada pela OSX para realizar o estudo de impacto ambiental (EIA) e o relatório de impacto ambiental (Rima) de instalação de um estaleiro de US$ 1,5 bilhão em Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi autuada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por omissão e tentativa de indução ao engano. Segundo o presidente do ICMBio, Rômulo Mello, a autuação seguiu recomendação do Ministério Público Federal (MPF).

O presidente não soube detalhar o que motivou a solicitação do MPF e disse que o instituto apenas seguiu procedimento de formalização do pedido do órgão federal. A empresa vai recorrer da autuação, cuja multa foi estimada em R$ 200 mil. Em abril, o MPF em Santa Catarina instaurou inquérito civil público para acompanhar o processo de licenciamento do estaleiro da OSX, empresa controlada pelo grupo do empresário Eike Batista. A portaria, assinada pelo procurador Eduardo Barragan, destaca a importância da pesca artesanal na região e a necessidade de proteção da flora e fauna local como argumentos à investigação.

Segundo Mello, a autuação não terá impacto sobre a decisão do grupo de trabalho pela anuência do empreendimento. A posição, de acordo com o presidente, deve sair "em alguns dias". "A manifestação do grupo de trabalho é totalmente independente", reforçou.

O grupo de trabalho foi criado oficialmente em 20 de agosto, com publicação de portaria no Diário Oficial da União, é composto por 11 técnicos do ICMBio e permite a participação da Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), responsável pelo licenciamento, e do Ibama. A análise é considerada uma segunda instância de avaliação das condições do empreendimento de se instalar em Santa Catarina, já que 9ª Coordenadoria Regional do ICMBio, cuja sede fica em Florianópolis, negou duas vezes a anuência para o empreendimento. A permissão é necessária já que projeto prevê impacto em três áreas de preservação permanente que estão a menos de dez km do traçado do projeto.


A OSX vem enfrentando batalhas para conseguir licenciar a obra. No fim de junho, quando tornou público que estava iniciando o processo para instalar o estaleiro no Porto de Açu (RJ) uma comoção política tomou conta do Estado. Lideranças estaduais tiveram uma audiência com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em Brasília, pedindo uma revisão na decisão do ICMBio. A partir daí, criou-se o novo grupo de trabalho.


Em nota, a Caruso Júnior classificou o auto de "lamentável ato de censura, que busca punir divergências técnico-científicas". Destacou que trabalha com 80 técnicos preparados e registrados nos devidos conselhos profissionais e, no estudo, tem cumprido todos os procedimentos técnicos e legais aplicáveis, conforme as melhores práticas adotadas pelas consultorias ambientais do país. Por meio da assessoria de imprensa, a OSX informou que não comentaria.

Entre os principais impactos ambientais apontados pela 9ª Coordenadoria Regional do ICMBio está a possibilidade de extinção de uma população de botos-cinza que habita a baía. A dragagem, necessária para o acesso às embarcações, também poderia causar impacto a outras espécies.

Um laudo encomendado pela Caruso Júnior ao professor Paulo Simões Lopes foi usado por entidades de defesa do meio ambiente para acusar o EIA-RIMA de omitir informações sobre o impacto do estaleiro. A Caruso disse que contratou o laudo mas não o considerou, já professor não detinha o projeto final do estaleiro.


Publicado por Portos e Navios

http://portosenavios.com.br/site/noticiario/industria-naval/5377-consultoria-da-osx-e-autuada-por-omissao

Fonte: valor Econômico/Júlia Pitthan
De Florianópolis

31 de ago. de 2010

Cine Clube -programação de Setembro




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27 de ago. de 2010

Cine Clube e Divina Farinhada


inauguração do Cine Clube


Ontem, 26.08 ás 20hs, na sede da Associação Cultural Baiacu de Alguém, em Santo Antônio de Lisboa, foi inaugurado o Cine Clube do Programa Cine Mais Cultura do Ministério da Cultura.


Daniela Ribeiro Scnheider
Coordenadora Geral da Associação Cultural Baiacu de Alguem

Durante os próximos 3 anos a comunidade do Distrito de Santo Antônio de Lisboa terá acesso a sessão de cinema totalmente gratuito, todas as quintas-feiras, as 20hs na sede do Baiacu.



A programação será a da Produtora Brasil (responsável pela programação do Canal Brasil da TV a Cabo). Serão exibidos filmes, documentários Catarinenses e de outros países, principalmente do Cinema Latino Americano, além de outras produções que podem ser sugeridas pela Comunidade, parcerias com as Escolas Públicas, Privadas, Associação de Moradores, Empresas,Clubes Sociais e Esportivos.



Na noite de ontem, foram exibidos os curtas-metragens: "SANTA", com roteiro de Antônio Cunha e direção de Pablo Ahumada e "PERTO DO MAR" do diretor Zeca Pires. Após a exibição dos filmes foi feito um bate-papo.

SANTA



 PERTO DO MAR



Zeca Pires e Antônio Cunha






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Divina Farinhada


Dando continuidade aos festejos do Divino Espírito Santo e Nossa Senhora das Necessidades em Santo Antônio de Lisboa, amanhã, 28.08 as 18h30 tem a Santa Missa, 20hs – Novena do Divino Espírito Santo comemorativa do sesquicentenário de construção do Casarão do Engenho dos Andrade e as 20h30 a tradicional Farinhada no Engenho Samburá (Fausto).









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